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Conab prevê safra de soja menor na temporada 2017/18

Números da Conab mostram que a safra 2017/18 terá resultado robusto. Apesar disso, a próxima colheita deverá ser consideravelmente menor que a deste ano.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
A safra 2016/17 foi tão boa que está fazendo as projeções para a próxima temporada soarem como um passo atrás, mesmo que elas ostentem números que, em qualquer outra situação, teriam sido recebidos com entusiasmo. Publicada nessa terça-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento a primeira edição do Relatório de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos para a temporada agrícola 2017/18 mostram que a colheita será bem menos generosa do ano que vem do que foi este ano.

A safra 2016/17 foi tão boa que está fazendo as projeções para a próxima temporada soarem como um passo atrás, mesmo que elas ostentem números que, em qualquer outra situação, teriam sido recebidos com entusiasmo. Publicada nessa terça-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento a primeira edição do Relatório de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos para a temporada agrícola 2017/18 mostram que a colheita será bem menos generosa do ano que vem do que foi este ano.

Segundo os números publicados, teremos – e isso na melhor das hipóteses – contração de 4,3% na quantidade de oleaginosas colhidas. Este ano, a produção agrícola brasileira totalizou impressionantes 117 milhões de toneladas. Já no ano que vem ano as estimativas variam numa faixa que vai dos 109 e 111,5 milhões de toneladas. Isso representa a somatória das colheitas de amendoim, canola, caroço de algodão, girassol, mamona e soja.

Considerando o total de grãos, a produção nacional vai encolher de 238,5 milhões de toneladas para entre 224,2 e 228,2 milhões de toneladas.

Positivo

Apesar do resultado negativo, os números da safra 2017/18 são de encher os olhos e – se não fosse a temporada deste ano – representariam um recorde de produção. Isso parece indicar que, depois de um pico causado por uma combinação bastante feliz de fatores, a produção está se consolidando num patamar superior.

Ignorando a safra atual e comparado as novas projeções com o resultado obtido na safra 2015/16 – quando foram colhidos 97,9 milhões de toneladas de oleaginosas –, o crescimento ficaria entre 11,3% e 13,9%.

A produtividade menor esperada para a próxima temporada é o fator que mais está pesando na piora dos resultados porque, em termos de área dedicada ao cultivo de oleaginosas, teremos um avanço com entre 1,7% e 4,1%. Pelas contas da Conab, serão plantados entre 35,7 e 36,5 milhões de hectares dos quais pelo menos 96,3% serão dedicados à soja.

A oleaginosa mais importante do Brasil ocupará uma área entre 34,4 e 35,2 milhões de hectares – uma área similar à da Alemanha.

Este ano a produtividade média das culturas de oleaginosas plantadas no país foi de 3.332,3 quilos de grãos para cada hectare plantado (kg/ha), na safra 2017/18 a média ficará em torno dos 3.050 kg/há.

Novamente a soja vai ser o fiel da balança, mas, dessa vez, de uma forma negativa. Depois de um ano muito bom com produtividade média de 3.364 kg/ha, o recuo será de 8,6% para 3.075 kg/ha. Ela não será a única a decepcionar, no entanto, das oleaginosas na lista da Conab apenas a mamona e a canola não devem registrar retrações – a primeira com um crescimento de 0,6% e a segunda mantendo estabilidade.

Queda

Com as lavouras rendendo menos, poucas culturas devem fechar o ano com variações positivas.

Uma boa notícia vem do algodão. Com o crescimento da área plantada projetada podendo atingir 15,3% a expectativa é que tenhamos 2,63 milhões de toneladas de caroço de algodão produzidos o que representa um crescimento de 14,6%.

Se tudo correr bem, a mamona também deve ter um ano positivo com avanço de praticamente 10% na produção e uma colheita de 14,4 mil toneladas.

Já a soja vai, na melhor das hipóteses recuar 5,1%, atingindo 108,2 milhões de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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