Os embarques de soja in natura saídos do Brasil beiram 92,8 milhões de toneladas no somatório entre janeiro e outubro
O recorde já estava garantido. Resta saber qual vai ser o resultado final. Em outubro, as exportações de soja in natura do Brasil acrescentaram mais 5,53 milhões de toneladas à conta; isso trouxe a parcial do ano para 92,8 milhões de toneladas – abrindo 7,7% de vantagem sobre o resultado do ano passado inteiro.
Considerado apenas os volumes exportados apenas em meses de outubro, temos também um recorde. A última vez que o país vendeu tanta soja na reta final do ano havia sido em 2018 quando – turbinadas pela guerra comercial entre EUA e China – as exportações nacionais atingiram a marca de 5,21 milhões de toneladas.
Foram precisos cinco anos e um crescimento de cerca de 25% na produção de soja para igualar o feito de 2018.
O recorde já estava garantido. Resta saber qual vai ser o resultado final. Em outubro, as exportações de soja in natura do Brasil acrescentaram mais 5,53 milhões de toneladas à conta; isso trouxe a parcial do ano para 92,8 milhões de toneladas – abrindo 7,7% de vantagem sobre o resultado do ano passado inteiro.
Considerado apenas os volumes exportados apenas em meses de outubro, temos também um recorde. A última vez que o país vendeu tanta soja na reta final do ano havia sido em 2018 quando – turbinadas pela guerra comercial entre EUA e China – as exportações nacionais atingiram a marca de 5,21 milhões de toneladas.
Foram precisos cinco anos e um crescimento de cerca de 25% na produção de soja para igualar o feito de 2018.
Um ano típico
Apesar dos recordes, o mercado tem se comportado da forma que seria de se esperar em relação ao histórico dos últimos cinco ano. A curva de vendas de 2023 vem se mantendo razoavelmente aderente em relação à média do período entre 2018 e 2022.
Se continuar assim, entre novembro e dezembro os embarques de soja deverão somar um pouco mais 7,04 milhões de toneladas, o que trará o resultado anual para perto dos 100 milhões de toneladas. Esse volume está de acordo tanto com as projeções mais recentes da Abiove quando da consultaria Safras & Mercado.
Isso deixaria 54,6 milhões de toneladas de soja (segundo a estimativa mais rente da Conab) para atender à demanda interna. Pelas contas da Abiove, a indústria nacional vai esmagar 53,5 milhões de toneladas do grão até o final do ano garantindo oferta de óleo de 10,8 milhões de toneladas.
Também no faturamento
Com o acréscimo dos números de outubro, o faturamento gerado pelas exportações de soja este ano somou US$ 48,5 bilhões. Isso assegura mais um recorde antecipado para 2023 superando os US$ 46,5 bilhões de 2022. Até setembro, esse resultado – embora bem encaminhado – ainda não estava garantido.
O recorde foi batido apesar dos preços menos atraentes pagos pela soja no mercado internacional este ano.
Em 2022, a invasão da Ucrânia pela Rússia causou turbulência no mercado global de oleaginosas ao interromper o fluxo de grãos no Mar Negro o que se somou à quebra da produção da safra 2021/22 de soja no Brasil para sustentar os preços da soja no mercado internacional em níveis acima de US$ 600 por tonelada.
Só a partir de julho os preços voltaram a se recuperar. Em outubro, o valor médio foi de US$ 522,93 o que representa uma alta de 1,3% sobre o preço do mês passado. A esse preço, as vendas renderam US$ 2,89 bilhões aos exportadores. Convertido pelo câmbio médio do mês passado, esse valor dá mais de R$ 14,6 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com