BiodieselBR
Publicidade

Clima pouco favorável fez projeções para a safra de soja murcharem

Compilação de estimativas feitas pelo mercado mostram mercado menos otimista em relação ao resultado da colheita de soja do próximo ano

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O mercado está – bem – menos otimista do que já esteve em relação à quantidade de soja que o Brasil deve colher no próximo ano. Embora, a maior parte das consultorias e órgãos governamentais que publicam estatísticas sobre a produção agrícola nacional ainda aposte que estamos nos encaminhando para um novo recorde, os números que foram publicados em novembro ficaram menos impressionantes. E, em ao menos um caso, já estão no campo negativo.

Na média, as projeções que foram publicadas ao longo do mês de novembro colocam a produção brasileira um pouco acima de 160,4 milhões de toneladas – o número leva em conta 12 projeções que foram compiladas por BiodieselBR.com. O valor está cerca de 3,7% acima dos 154,6 milhões de toneladas que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foram colhidas no ciclo 2022/23.

A nova média, contudo, ficou mais de 2,6 milhões de toneladas abaixo da média mais otimista para a safra. Em agosto, um grupo de 5 relatórios indicava que os sojicultores brasileiros deveriam superar a barreira das 163 mil toneladas. Nos meses seguintes, o valor passou por ajustes, mas – no geral – se manteve estável.

O mercado está – bem – menos otimista do que já esteve em relação à quantidade de soja que o Brasil deve colher no próximo ano. Embora, a maior parte das consultorias e órgãos governamentais que publicam estatísticas sobre a produção agrícola nacional ainda aposte que estamos nos encaminhando para um novo recorde, os números que foram publicados em novembro ficaram menos impressionantes. E, em ao menos um caso, já estão no campo negativo.

Na média, as projeções que foram publicadas ao longo do mês de novembro colocam a produção brasileira um pouco acima de 160,4 milhões de toneladas – o número leva em conta 12 projeções que foram compiladas por BiodieselBR.com. O valor está cerca de 3,7% acima dos 154,6 milhões de toneladas que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foram colhidas no ciclo 2022/23.

A nova média, contudo, ficou mais de 2,6 milhões de toneladas abaixo da média mais otimista para a safra. Em agosto, um grupo de 5 relatórios indicava que os sojicultores brasileiros deveriam superar a barreira das 163 mil toneladas. Nos meses seguintes, o valor passou por ajustes, mas – no geral – se manteve estável.

Foi só em novembro que os números passaram sofres cortes mais perceptíveis. De 10 projeções que foram divulgadas tanto em outubro quanto este mês, 5 indicam cortes em suas estimativas de produção e três permaneceram estáveis. Apenas a Conab e a StoneX registraram altas – modestas – em suas expectativas.

Vale dizer que a estimativa da StoneX é do começo do mês e pode não levar em conta informações mais recentes.

A virada nas projeções aconteceu à medida que as consultorias e órgãos responsáveis por esses números passaram a computar as perdas relacionadas ao clima. A safra atual tem sido bastante afetada por um clima pouco favorável ao plantio o que tem levado à atrasos e até a necessidade do replantio de algumas áreas.

Divergindo do consenso

Apesar disso, a imensa maioria das projeções vem sustentando que teremos mais um recorde – embora mais magro do que o esperado. Mas essa visão, no entanto, deixou de ser consenso.

Segundo uma nova estimativa que foi publicada hoje (30) pela Pátria Agronegócios, a produção brasileira será se apenas 150,7 milhões de toneladas –cerca de 2,5% abaixo da produção do ano passado.

Desde sua primeira projeção identificada pela reportagem, a Pátria vinha trazendo números bem mais conservadores. Dentre as 13 entidades que entram na compilação feita por BiodieselBR.com, ela foi a única que nunca se aproximou da marca dos 160 milhões de toneladas para a produção nacional da safra atual. Seu melhor número foi de 155,8 milhões de toneladas.

Embora não estejam tão pessimistas a AgResorce e a Datagro também já não veem a produção de soja se aproximando da marca dos 160 milhões. A primeira delas baixou sua projeção em 2,2% indo para 156,1 milhões de toneladas enquanto a segunda fez um corte de 4,3% e ficou com 156,6 milhões de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: