Com desaceleração relativamente pequena em novembro; exportações brasileiras de soja in natura já passam de 98 milhões de toneladas
Falta muito pouco para que o Brasil atinja a marca inédita de 100 milhões de toneladas de soja em grão exportadas num único ano. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em novembro os embarques ficaram passaram da marca dos 5,19 milhões de toneladas colocando o total do ano um pouco acima de 98 milhões de toneladas.
É pouco usual que a soja Brasil chegue ao final do ano com uma demanda externa tão aquecida. Antes de 2023, os únicos anos nos quais as exportações passaram dos 4 milhões de toneladas foram 2018 e 2019. Efeito da guerra comercial entre China e EUA que desviou uma parcela maior da demanda chinesa para o Brasil.
Falta muito pouco para que o Brasil atinja a marca inédita de 100 milhões de toneladas de soja em grão exportadas num único ano. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em novembro os embarques ficaram passaram da marca dos 5,19 milhões de toneladas colocando o total do ano um pouco acima de 98 milhões de toneladas.
É pouco usual que a soja Brasil chegue ao final do ano com uma demanda externa tão aquecida. Antes de 2023, os únicos anos nos quais as exportações passaram dos 4 milhões de toneladas foram 2018 e 2019. Efeito da guerra comercial entre China e EUA que desviou uma parcela maior da demanda chinesa para o Brasil.
Esse ano, mesmo sem guerra comercial, o Brasil vem sustentando suas exportações em muito além do que seria de se esperar se consideramos o histórico. Em novembro, por exemplo, as exportações caíram menos de 6,9%; bem abaixo da média dos cinco anos anteriores – 2018 a 2022 – que mostra os embarques do período caindo cerca de 17,6%.
Rampa mais suave
Se tivesse seguido o traçado da usual da curva de demanda, as exportações em novembro teriam ficado na casa das 4,6 milhões de toneladas – 600 mil toneladas abaixo do resultado apurado.
Na verdade, a fase ascendente da curva de demanda desde ano atingiu seu o pico apenas em maio, um mês mais depois da curva média. Além disso, a descendente iniciada a partir de junho tem sido mais suave – com queda nas exportações acima da média em apenas dois meses.
Um dos motivos dessa demanda extemporânea é a China. O maior consumidor da soja nacional tem absorvido uma parcela maior das exportações brasileiras. Nos últimos dois meses, os compradores chineses levaram mais de 87,5% do grão que foi vendido – muito acima da fatia de 72,6% que eles têm no ano.
Esse movimento parece tornar pouco provável que as exportações desacelerem em dezembro a ponto da marca das 100 milhões de toneladas não ser atingida. Na média, o volume de soja exportada cai 24,8% entre novembro e dezembro. Se esse percentual se mantiver, as exportações desde mês devem passar de 3,90 milhões de toneladas fazendo com que o total anual beire os 102 milhões de toneladas.
O volume seria quase 2% maior do que a estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Faturamento
Apesar do volume robusto, os preços recebidos pelos sojicultores brasileiros quase não saíram do lugar em novembro. Na média, cada tonelada de soja exportada rendeu US$ 524,63 – apenas 0,2% acima do valor apurado em outubro.
Isso rendeu cerca de US$ 2,72 bilhões ao país ou o equivalente a R$ 13,3 bilhões se convertido pela taxa cambial média do mês passado.
De janeiro até agora, as exportações de soja em grão já garantiram a entrada de US$ 51,2 bilhões na economia brasileira. São mais de R$ 255,6 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com