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Brasil exportou menos soja em setembro

Embarques do grão já vinham dando sinais de desaceleração desde o mês passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

As exportações brasileiras de soja voltaram a registrar queda em setembro. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no mês passado saíram do país um pouco mais de 6,11 milhões de toneladas do grão. Esse resultado está cerca de 4,5% abaixo do registrado no nono mês de 2023, fazendo deste o segundo mês consecutivo de desaceleração nos números.

Apesar disso, no acumulado do ano, 2024 segue à frente do ano anterior. Foram 89,5 milhões de toneladas exportadas de janeiro a setembro, contra 87,2 milhões de toneladas apuradas no mesmo período de 2023.

Ao menos por enquanto, esse resultado vem contrariando as expectativas do mercado, que previam uma retração de 4% nos embarques de soja brasileira – aproximadamente 4,1 milhões de toneladas – em relação ao recorde do ano passado. A projeção mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que as exportações do ano fiquem em 97,8 milhões de toneladas.

As exportações brasileiras de soja voltaram a registrar queda em setembro. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no mês passado saíram do país um pouco mais de 6,11 milhões de toneladas do grão. Esse resultado está cerca de 4,5% abaixo do registrado no nono mês de 2023, fazendo deste o segundo mês consecutivo de desaceleração nos números.

Apesar disso, no acumulado do ano, 2024 segue à frente do ano anterior. Foram 89,5 milhões de toneladas exportadas de janeiro a setembro, contra 87,2 milhões de toneladas apuradas no mesmo período de 2023.

Ao menos por enquanto, esse resultado vem contrariando as expectativas do mercado, que previam uma retração de 4% nos embarques de soja brasileira – aproximadamente 4,1 milhões de toneladas – em relação ao recorde do ano passado. A projeção mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que as exportações do ano fiquem em 97,8 milhões de toneladas.

Para que esse número se confirme, contudo, as exportações teriam que desacelerar num ritmo bem mais acentuado no último trimestre. Se continuarem acompanhando a curva média do mercado dos últimos cinco anos, as exportações brasileiras devem fechar 2024 acima de 101,2 milhões de toneladas, o que representaria uma contração de menos de 640 mil toneladas em relação a 2023.

Ganhos mais fracos

Em setembro, as vendas de soja renderam US$ 2,6 bilhões ao país, o equivalente a R$ 14,4 bilhões, considerando a cotação média da moeda norte-americana no mês passado.

Além do volume menor, o faturamento dos exportadores também tem sido afetado por preços menos atrativos para o grão brasileiro. Em setembro, cada tonelada de soja valia US$ 425,80 – seu menor valor em dólares desde abril de 2021.

A queda de 2,1% em relação ao valor médio de setembro sobre o mês anterior parece encerrar de vez o pequeno rebote nos valores pagos pelos compradores externos visto entre junho e julho.

Importações

A soja não está apenas saindo do Brasil; ela também tem entrado. Em parte, para compensar os efeitos da estiagem que levou a safra 2023/24 a ser menor do que o projetado inicialmente.

Naturalmente, o Brasil importa apenas uma fração da soja que exporta. Em 2024, temos recebido volumes relativamente maiores do que o de costume. Do começo do ano até agora, um pouco menos de 817,4 mil toneladas de soja entraram no país. Praticamente todo esse volume – cerca de 99% – veio do Paraguai.

Essa parcial é a segunda maior no histórico do governo federal – perdendo apenas para 2003, quando as importações no período passaram de 1,07 milhão de toneladas. A estimativa da Abiove é que as importações fechem o ano em 930 mil toneladas, fazendo deste o maior volume em mais de 20 anos.

No total, o Brasil já gastou US$ 318,3 milhões para comprar soja produzida fora do país.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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