Volume de óleo exportado em julho foi 21% maior do que no mesmo período do ano passado
Já temos o melhor semestre da história. Agora caminhamos na direção do recorde anual. Em julho, os exportadores brasileiros embarcaram outras 257,2 mil toneladas de óleo de soja para fora do país – crescimento de expressivos 21,2% em relação ao mesmo periodo do ano anterior.
Apesar desses números, para o mercado ainda não vai ser dessa vez que teremos um novo recorde. As estimativas mais recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) indicam que as exportações brasileiras de óleo de soja devem se limitar a 2,40 milhões de toneladas este ano.
Já temos o melhor semestre da história. Agora caminhamos na direção do recorde anual. Em julho, os exportadores brasileiros embarcaram outras 257,2 mil toneladas de óleo de soja para fora do país – crescimento de expressivos 21,2% em relação ao mesmo periodo do ano anterior.
Embora o ritmo de embarques venha caindo desde maio, quando as exportações foram de 318,7 mil toneladas; do começo do ano até agora, o mercado externo já ficou com 1,72 milhão de toneladas do produto brasileiro. Esse volume está 16,3% acima do que havia sido registrado no mesmo período do ano passado e garante respeitáveis 12,6% de vantagem sobre 2005 – ano que mantém o título de maior exportação do derivado da soja no histórico oficial do governo brasileiro
Apesar desses números, para o mercado ainda não vai ser dessa vez que teremos um novo recorde. As estimativas mais recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) indicam que as exportações brasileiras de óleo de soja devem se limitar a 2,40 milhões de toneladas este ano.
A estimativa da Abiove é que a indústria brasileira de esmagamento absorva 53,5 milhões de toneladas de soja em grão e coloque 10,8 milhões de toneladas de óleo no mercado.
Caminho das Índias
O principal comprador do óleo brasileiro é a Índia. O país mais populoso do mundo absorveu praticamente 60% das exportações brasileiras no mês de julho. Isso significa 153,1 mil toneladas. A China vem num – muito – distante segundo lugar com um pouco menos de 55,5 mil toneladas. Menos de 21,6% do total.
Há sinalizações do mercado de que a demanda superlativa da Índia pode estar se movendo para o óleo de palma que, segundo a Reuters, passou a garantir preços melhores do que produtos concorrentes.
No ano como um todo, a compradores indianos foram responsáveis por 974,2 mil toneladas do óleo de soja exportado pelo Brasil.
Ganhos
O valor apurado com a venda de óleo de soja foi de US$ 249,7 milhões o que se traduz em um pouco menos de R$ 1,2 bilhão.
Somando as vendas de janeiro até agora, o mercado de óleo de soja já movimentou perto de US$ 1,89 bilhão. O valor é 21,5% menor do que o apurado no mesmo período do ano passado quando as cotações dos óleos vegetais – que já vinham pressionadas – foram turbinadas pela Guerra da Ucrânia.
Com o fim do acordo entre Rússia e Ucrânia que vinha permitindo o escoamento de grãos pelo Mar Negro, os preços internacionais dos óleos vegetais voltaram encontrar sustentação.
Esse movimento, no entanto, não foi visível nos números do Brasil onde a tonelada do óleo de soja exportado ficou em US$ 970,78 – queda de 0,6% em relação ao mês anterior. Desde maio passado, quando o produto atingiu seu pico valendo US$ 1.764,78, a redução já chegam a 45%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com