Com correção dos dados de maio e desaceleração em junho fizeram com que as vendas externas do 1º semestre fechassem abaixo do apurado no ano passado
Depois de três recordes mensais seguidos – em março, abril e maio – o ritmo das exportações brasileiras de soja em grão começam a perder força. Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia, foram despachadas 11,1 milhões de toneladas do grão. Esse volume representa uma contração de 12,9% em relação ao mês de junho do ano passado.
Entre maio e junho, os embarques recuaram 25,8%. Bem acima da redução média dos cinco anos anteriores de 15,1%. A principal responsável por essa queda foi a China que, de um mês para outro, diminuiu em 30% as compras de soja de origem brasileira – de 10,1 para 7,1 milhões de toneladas.
Depois de três recordes mensais seguidos – em março, abril e maio – o ritmo das exportações brasileiras de soja em grão começam a perder força. Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia, foram despachadas 11,1 milhões de toneladas do grão. Esse volume representa uma contração de 12,9% em relação ao mês de junho do ano passado.
Não é, necessariamente, um resultado ruim. Mesmo com a queda, em 2021 os sojicultores brasileiros tiveram o segundo melhor resultado para um mês de junho nos 25 anos do histórico oficial. Mas parece que o boom exportador que se iniciou em março e atingiu seu ápice em abril está perdendo vigor.
Entre maio e junho, os embarques recuaram 25,8%. Bem acima da redução média dos cinco anos anteriores de 15,1%. A principal responsável por essa queda foi a China que, de um mês para outro, diminuiu em 30% as compras de soja de origem brasileira – de 10,1 para 7,1 milhões de toneladas.
Até este momento, a curva de exportações em 2021 mostra que as exportações estouraram antes do normal, mas, em compensação, estão refluindo mais rápido. Com isso e com as correções que o Ministério da Economia tem feito nos números das exportações – inicialmente se falava em 16,4 milhões de toneladas em maio, mas, agora, o valor que aparece é de 14,9 milhões de toneladas – o primeiro semestre ano de 2021 acabou não ficando com a liderança do histórico.
No total, foram exportados um pouco mais de 57,5 milhões de toneladas. Esse volume é 2,2% menor do que o apurado no mesmo período do ano passado.
Ainda assim, as estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) apontam para um crescimento de 4,6% nas exportações. A projeção mais recente aponta para a exportação de 86,7 milhões de toneladas contra 82,9 milhões de toneladas no ano passado.
Se confirmada a previsão, 2021 vai bater 2018 – ano no qual as exportações nacionais foram turbinadas pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China – como o melhor ano da história para a sojicultura brasileira no mercado global.
Ganho maior
Apesar da redução no volume vendido, o Brasil ganhou mais com as vendas a soja em junho de 2021 do que no ano passado. Segundo o Ministério da Economia, o grão rendeu um pouco menos de US$ 5,3 bilhões. São mais de 23,3% de crescimento sobre o resultado do ano anterior.
A explicação está no preço da soja que fechou o mês passado em US$ 477,56 por tonelada, superando o pico de US$ 470,05 que havia sido registrado em janeiro. Os preços da oleaginosa vêm subindo de forma consistente desde maio de 2020.
A alta acumulada nos últimos 13 meses está em 43,3%.
Só primeiro semestre de 2021, a soja já rendeu US$ 24,8 bilhões ao país. Com mais meio ano pela frente, este já é o 5º melhor ano da história em faturamento. O recorde atual é de 2008 quando as exportações renderam US$ 33 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com