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Brasil exportou 202 mil toneladas de óleo de soja em agosto

Volume embarcado encolheu cerca de 5,6% em relação ao que foi apurado no ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

As exportações brasileiras de óleo de soja voltaram a desacelerar em agosto frente ao mesmo mês do ano passado. Nas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques passaram de 202,2 mil toneladas; cerca de 5,6% a menos do que as 214,3 mil toneladas de agosto de 2022.

Esse volume de óleo é o equivalente ao esmagamento de 1,06 milhão de toneladas do grão.

O principal motivo para essa retração entre julho e agosto foi a redução na demanda da China. Embora não seja um comprador consistente, o país asiático é o segundo principal destino do óleo nacional – atrás apenas da Índia que tem uma fatia de 56,1% – sendo responsável por absorver 11,1% do total para este ano.

Em agosto, contudo, os compradores chineses pisaram no freio e reduziram suas compras em mais de 61%. Em apenas um mês, as vendas para a China encolheram de 55,5 para 21,6 mil toneladas.

Queda continuada

Os embarques mensais de óleo de soja vêm recuando mês a mês desde maio quando o mercado internacional demandou 318,7 mil toneladas do produto nacional – a quinta maior exportação mensal da história.

As exportações brasileiras de óleo de soja voltaram a desacelerar em agosto frente ao mesmo mês do ano passado. Nas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques passaram de 202,2 mil toneladas; cerca de 5,6% a menos do que as 214,3 mil toneladas de agosto de 2022.

Esse volume de óleo é o equivalente ao esmagamento de 1,06 milhão de toneladas do grão.

O principal motivo para essa retração entre julho e agosto foi a redução na demanda da China. Embora não seja um comprador consistente, o país asiático é o segundo principal destino do óleo nacional – atrás apenas da Índia que tem uma fatia de 56,1% – sendo responsável por absorver 11,1% do total para este ano.

Em agosto, contudo, os compradores chineses pisaram no freio e reduziram suas compras em mais de 61%. Em apenas um mês, as vendas para a China encolheram de 55,5 para 21,6 mil toneladas.

Queda continuada

Os embarques mensais de óleo de soja vêm recuando mês a mês desde maio quando o mercado internacional demandou 318,7 mil toneladas do produto nacional – a quinta maior exportação mensal da história.

Apesar dessa desaceleração, ao menos por enquanto, o ano de 2023 vai se mantendo na liderança. De janeiro até agosto, os embarques de óleo somaram 1,88 milhão de toneladas, cerca de 5,6% além do que havia sido registrado no mesmo período de 2025 – ano que detém o recorde de exportações do derivado com quase 2,7 milhões de toneladas.

Mas essa distância se encurtou bastante em relação ao fechamento do 1º semestre quando o ano atual tinha uma vantagem de mais de 18,4% em relação a 2005.

A expectativa dos esmagadores é que o recorde não seja, de fato, quebrado este ano. A estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que as exportações de óleo deste ano girem em torno de 2,4 milhões de toneladas ficando abaixo dos 2,6 milhões de toneladas do ano passado quando o setor encontrou no mercado internacional a saída para o excedente de óleo que não estava sendo demandado pelo setor de biodiesel em função da redução da mistura obrigatória.

Faturamento

Em agosto, o mercado de exportação rendeu mais US$ 204,3 milhões aos exportadores – um pouco mais de R$ 1 bilhão quando convertido pela câmbio médio do mês passado.

A melhora no valor pago pelos compradores externos colaborou para esse resultado. Em agosto, cada toneladas de óleo de soja exportado pelo Brasil rendeu US$ 1.010,23 – valorização de 2,4% em relação ao mês anterior. Essa alta contraria o levantamento mais recente da FAO que apontou uma contração de 3,1% nos preços dos principais óleos vegetais.

Foi o segundo mês de alta nos valores pagos pelo óleo de soja exportado pelo Brasil.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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