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Abiove projeta recorde no processamento de soja em 2018

Segundo estimativas divulgadas ontem (12) pela associação, o país deverá processar 43 milhões de toneladas de soja no ano que vem. Crescimento será puxado pelo B10.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O esmagamento de soja no Brasil deverá ter mais um ano de recordes. De acordo com estimativas atualizadas nessa terça-feira (12) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) -- entidade que representa as maiores empresas do ramo no país – no ano que vem deverão ser processados 43 milhões de toneladas.

O esmagamento de soja no Brasil deverá ter mais um ano de recordes. De acordo com estimativas atualizadas nessa terça-feira (12) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) -- entidade que representa as maiores empresas do ramo no país – no ano que vem deverão ser processados 43 milhões de toneladas.

Esse resultado representa um crescimento de 3,6% sobre as projeções para 2017 que deverá se encerrar com 41,5 milhões de toneladas moídas. Será o maior volume registrado numa série histórica que a Abiove mantém desde 1999.

Segunda maior

Embora não deva atingir os números exuberantes deste ano quando o clima favorável elevou a produtividade das lavouras e garantiu uma colheita de 113,8 milhões de toneladas, a safra 2017/18 deverá ser robusta. A Abiove estima a colheita de 109,5 milhões de toneladas o que fará dela a segunda maior da história.

Com menos soja colhida e mais processamento, a parcela da soja brasileira que será processada no pais vai atingir 39,3%. No ano passado, o índice foi de 36,5%. Essa será a primeira vez desde 2012 que o índice se eleva entre um ano e outro.

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Segundo a entidade, vai ser a chegada do B10 em março do ano que vem deverá dar um empurrão extra para o setor.

A Abiove estima que sejam vendidos 5,5 bilhões de litros de biodiesel no ano que vem o que deverá demandar 3,7 milhões de toneladas de óleo de soja – cerca de 850 mil toneladas mais que em 2017.

Só para atender à demanda do biodiesel, serão processados cerca de 18,5 milhões de toneladas do grão no ano que vem.

O aumento na demanda também deverá desviar para o mercado interno uma parte do volume de óleo de soja que atualmente é exportado. Até o encerramento do ano, os embarques de óleo devem somar 1,3 milhão de toneladas enquanto, no ano que vem, as projeções apontam para 850 mil toneladas. Com essa diminuição das vendas externas as receitas com a exportação de óleo cairão 34,5% ficando em cerca de US$ 638 milhões em 2018.

Em compensação, os embarques de farelo vão saltar de 15 para 16,2 milhões de toneladas.

Para o complexo soja como um todo – somando exportações de soja em grão, farelo e óleo – as vendas externas devem atingir a marca de US$ 30 bilhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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