Aumento na produção de biodiesel puxa para cima perspectivas para o setor de esmagamento
Ao menos por enquanto, a safra de soja menos volumosa do que o esperado não está afetando as perspectivas da indústria nacional de esmagamento. Uma nova estimativa que foi divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou em cerca de 500 mil toneladas – 0,9% – a quantidade do grão que deverá ficar no mercado interno para ser esmagada. De 54 milhões de toneladas em meados de novembro para 54,5 milhões de toneladas agora.
Ao menos por enquanto, a safra de soja menos volumosa do que o esperado não está afetando as perspectivas da indústria nacional de esmagamento. Uma nova estimativa que foi divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou em cerca de 500 mil toneladas – 0,9% – a quantidade do grão que deverá ficar no mercado interno para ser esmagada. De 54 milhões de toneladas em meados de novembro para 54,5 milhões de toneladas agora.
Segundo a entidade, que reúne as maiores empresas do setor de processamento de oleaginosas do mercado nacional, o que está puxando a demanda é o mercado de biodiesel. A chegada do B13 prevista para abril do próximo ano deverá aquecer a demanda por óleo no mercado interno.
Com a nova projeção para o volume esmagado, a oferta de óleo de soja deve chegar a 11 milhões de toneladas – 100 mil toneladas a mais do que o dado anterior. A Abiove, contudo, não modificou suas projeções para a demanda interna e a exportação do derivado que seguem, respectivamente, em 9,2 e 1,6 milhão de toneladas.
A oferta de farelo de soja deverá chegar a 41,7 milhões de toneladas.
Queda na produção
Esse aumento nas expectativas do setor de esmagamento acontece na contramão das perspectivas da safra 2023/24. Em novembro, as principais consultorias e órgãos de governo que publicam dados sobre a produção agrícola brasileiras passaram a revisar para baixo suas projeções para a colheita esperada para o próximo ano reconhecendo os impactos do clima adverso em várias regiões importantes.
As correções continuaram em dezembro. Na média, as projeções compiladas por BiodieselBR.com indicam que 157,8 milhões de toneladas de soja deverão ser colhidas em 2024. Bem abaixa dos 163,1 milhões de toneladas que o mercado chegou a projetar em agosto. Ainda assim, acima dos 154,2 que a Conab computou este ano.
Embora também tenha reduzido seus números para o próximo ciclo, a Abiove ainda se mantém relativamente otimista com 161,9 milhões de toneladas. Ao menos até agora, trata-se do maior valor publicado no mês de dezembro e o único – além do da Conab – que ainda vê a produção acima da marca dos 160 milhões de toneladas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com