Depois da sexta alta consecutiva, as cotações do insumo renovaram as máximas para o ano de 2019
Os preços praticados pelo sebo bovino vêm subindo de forma contínua desde o final do mês de agosto. Segundo dados compilados por BiodieselBR.com a partir de informações da Scot Consultoria, as cotações nas praças do Brasil Central e Rio Grande do Sul já subiram 30% ao longo das últimas 11 semanas.
Os preços praticados pelo sebo bovino vêm subindo de forma contínua desde o final do mês de agosto. Segundo dados compilados por BiodieselBR.com a partir de informações da Scot Consultoria, as cotações nas praças do Brasil Central e Rio Grande do Sul já subiram 30% ao longo das últimas 11 semanas.
No mercado do Brasil Central, o quilo do sebo bovino se valorizou 6,1% fechando a semana passada – a 45ª do ano – cotado a R$ 2,60. Já no Rio Grande do Sul, a alta foi um pouco menos intensa. A valorização em relação ao valor de fechamento da semana anterior foi de 5,6%, mas como o preço parte de um patamar maior ele chegou na sexta-feira (08) negociado por R$ 2,80.
Nos dois casos, o produto fechou a semana passada com máximas renovadas. Até agora, os maiores preços do sebo bovino haviam sido registrados nas primeiras duas semanas de 2019.
No Rio Grande do Sul, a máxima já havia sido igualada há duas semanas.
Os preços do sebo caíram durante todo o primeiro semestre. O movimento de baixa só foi se encerrar depois da chegada de julho. No caso do Rio Grande do Sul, o mercado atingiu seu ponto mais baixo no dia 04 de julho com R$ 2,15. Para o Brasil Central, o processo demorou um pouco mais. Em 18 de julho, as cotações chegaram a R$ 2,00.
O movimento se inverteu a partir de 29 de agosto. De lá para cá, os preços já foram reajustados seis vezes, sempre para cima. A alta acumulada foi de 30% no Brasil Central. No Rio Grande do Sul o índice passa um pouco dos 30,2%.
Terceiro lugar
Historicamente, o sebo é a segunda matéria-prima mais utilizada pela indústria brasileira de biodiesel. No ano passado ele representou 13,1% de todo o biodiesel fabricado no país.
Nos últimos tempos, no entanto, ele vem perdendo terreno para as ‘matérias-primas desconhecida. Nos últimos três meses as desconhecidas assumiram a vice-liderança do setor.
No computo geral do ano, estão à frente do sebo bovino – 11,5% contra 12%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com