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Pesquisadores alemães interessados no potencial energético da macaúba

macauba alemanha_171212Pesquisadores ligados à Universidade de Leuphana (Alemanha) estão olho no potencial da macaúba brasileira na produção de bioquerosene.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
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Pesquisadores ligados à Universidade de Leuphana (Alemanha) estão olho no potencial da macaúba brasileira na produção de bioquerosene.

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Um grupo de pesquisadores ligados à Universidade de Leuphana (Alemanha) está de olho no potencial da macaúba brasileira. O plano dos pesquisadores é usar o óleo desta espécie de palmeira que ocorre naturalmente na maior parte do território do país como matéria-prima na fabricação de biocombustíveis para o setor de aviação.

“A IATA [Associação Internacional de Transportes Aéreos] definiu a meta de substituir 10% de todo o combustível usado pela indústria de aviação por biocombustível até 2020. Entre 10% e 20% de toda a produção global de óleo vegetal seria consumida para atingir esse objetivo”, diz Katharina Averdunk em entrevista por email concedida à BiodieselBR.com. Ela é a gerente de projetos da Plataforma para Combustíveis de Aviação Sustentáveis – iniciativa lançada pelo pesquisador Thilo Zelt em janeiro de 2011 e apoiada pela companhia aérea alemã Lufthansa. A principal meta é encontrar fontes de matérias-primas que deem conta de atender toda a demanda que vai ser criada sem disputar terras usadas na agricultura ou destruir ecossistemas.

De acordo com Averdunk, a equipe da universidade ouviu falar pela primeira vez da macaúba a partir de projetos que vem sendo desenvolvidos no Paraguai e que indicam que a palmeira poderia de integrar muito bem em sistemas silvopastoris – que integram o plantio de árvores e pastagens para a criação de animais – que poderiam ser replicados em escala global. “Em termos mundiais temos 3,7 bilhões de hectares usados como pastagens e apenas 1,4 bilhão dedicados à agricultura. Se encontrarmos formas de produzir óleo vegetal nos pastos sem reduzir os rebanhos, poderíamos ter matéria-prima o bastante para os biocombustíveis”, diz.

Além disso, os números da macaúba já são bem grandes. Sem que houvesse mudanças no uso da terra, integrando-se a macaúba em sistemas silvopastoris, seria possível produzir anualmente cinco milhões de toneladas de óleo em Minas Gerais. No Brasil como um todo seria possível produzir até 30 milhões de toneladas.

No começo de dezembro, a Plataforma abriu um processo seletivo para contratar um profissional que será responsável por um estudo que vai analisar a viabilidade técnica e econômica de um projeto comercial de exploração da macaúba brasileira. Os resultados dessa análise preliminar deverão estar prontos ainda no primeiro trimestre de 2013.

Caso a conta feche, os alemães querem viabilizar a exportação de óleo de macaúba do Brasil para processamento na Europa onde será convertido em bioquerosene. 

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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