A clonagem se tornou uma técnica padrão para melhorar a produtividade de diversas culturas agrícolas. Em teoria, basta selecionar os espécimes mais produtivos e cloná-los para ter uma nova geração de cultivares de alta produtividade. Acontece que essa estratégia simplesmente não estava dando certo com a palma-de-óleo. Mas, graças ao esforço de um grupo de pesquisadores da Malásia e dos Estados Unidos, o impasse pode estar perto de ser resolvido.
A clonagem se tornou uma técnica padrão para melhorar a produtividade de diversas culturas agrícolas. Em teoria, basta selecionar os espécimes mais produtivos e cloná-los para ter uma nova geração de cultivares de alta produtividade. Acontece que essa estratégia simplesmente não estava dando certo com a palma-de-óleo. Mas, graças ao esforço de um grupo de pesquisadores da Malásia e dos Estados Unidos, o impasse pode estar perto de ser resolvido.
O problema que vinha frustrando os cientistas há mais de 30 anos é que as árvores clonadas tinham uma tendência inexplicável de desenvolver anomalias. Suas frutas desenvolviam um revestimento espesso e não acumulavam tanto óleo quanto suas matrizes. Como isso acontecia em plantas geneticamente idênticas, o problema não podia ser resolvido usando técnicas convencionais de engenharia genética ou de seleção.
Considerando que os óleos de palma e de palmiste – ambos produzidos a partir da palma-de-óleo – representam praticamente 40% de todo o óleo vegetal produzido no planeta isso significava um problemão. Os pesquisadores esperam que a clonagem permita aumentar a – já excelente – produtividade da palma em até 30%.
Epigenética
O que os cientistas descobriram é que o problema está ligado à epigenética – um novo campo que estuda como fatores ambientais podem ligar ao desligar determinados genes ou levar as células a mudarem a forma de ler a informação do genoma produzido alterações fisiológicas sem a necessidade de mudanças diretas no DNA.
Trabalhando juntos, os cientistas do Cold Spring Harbor Laboratory de Nova York e do governo da Malásia selecionaram cinco linhagens de palma cada uma das quais possuía uma planta matriz, um clone normal e um com deformações e identificaram que todos os clones problemáticos apresentavam problemas similares na expressão de um gene em particular o que levava a planta a produzir proteínas de forma anormal. “Encontrar um elemento único que funcionava para todos os clones [defeituosos] foi um sucesso absoluto. Mais incrível do que encontrar a proverbial agulha no palheiro”, disse a geneticista vegetal Ravigadevi Sambanthamurthi que coordenou o trabalho pela Associação Maláia da Palma-de-Óleo.
Os pesquisadores já estão trabalhando no desenvolvimento de um teste simples que permitirá separar os clones problemáticos e normais.
O trabalho foi publicado na Nature, uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo, e pode ser parcialmente acessado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A clonagem se tornou uma técnica padrão para melhorar a produtividade de diversas culturas agrícolas. Em teoria, basta selecionar os espécimes mais produtivos e cloná-los para ter uma nova geração de cultivares de alta produtividade. Acontece que essa estratégia simplesmente não estava dando certo com a palma-de-óleo. Mas, graças ao esforço de um grupo de pesquisadores da Malásia e dos Estados Unidos, o impasse pode estar perto de ser resolvido.
O problema que vinha frustrando os cientistas há mais de 30 anos é que as árvores clonadas tinham uma tendência inexplicável de desenvolver anomalias. Suas frutas desenvolviam um revestimento espesso e não acumulavam tanto óleo quanto suas matrizes. Como isso acontecia em plantas geneticamente idênticas, o problema não podia ser resolvido usando técnicas convencionais de engenharia genética ou de seleção.
Considerando que os óleos de palma e de palmiste – ambos produzidos a partir da palma-de-óleo – representam praticamente 40% de todo o óleo vegetal produzido no planeta isso significava um problemão. Os pesquisadores esperam que a clonagem permita aumentar a – já excelente – produtividade da palma em até 30%.
Epigenética
O que os cientistas descobriram é que o problema está ligado à epigenética – um novo campo que estuda como fatores ambientais podem ligar ao desligar determinados genes ou levar as células a mudarem a forma de ler a informação do genoma produzido alterações fisiológicas sem a necessidade de mudanças diretas no DNA.
Trabalhando juntos, os cientistas do Cold Spring Harbor Laboratory de Nova York e do governo da Malásia selecionaram cinco linhagens de palma cada uma das quais possuía uma planta matriz, um clone normal e um com deformações e identificaram que todos os clones problemáticos apresentavam problemas similares na expressão de um gene em particular o que levava a planta a produzir proteínas de forma anormal. “Encontrar um elemento único que funcionava para todos os clones [defeituosos] foi um sucesso absoluto. Mais incrível do que encontrar a proverbial agulha no palheiro”, disse a geneticista vegetal Ravigadevi Sambanthamurthi que coordenou o trabalho pela Associação Maláia da Palma-de-Óleo.
Os pesquisadores já estão trabalhando no desenvolvimento de um teste simples que permitirá separar os clones problemáticos e normais.
O trabalho foi publicado na Nature, uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo, e pode ser parcialmente acessado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com