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Exportações indonésias de óleo de palma devem voltar a crescer em 2013

exportacoes palma_indonesia_090113As exportações de óleo de palma da Indonésia podem subir até 9% este ano com a melhoria da economia global.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
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As exportações de óleo de palma da Indonésia podem subir até 9% este ano com a melhoria da economia global.

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As exportações de óleo de palma da Indonésia, maior produtor do mundo, podem subir até 9% este ano com a melhoria das condições econômicas que deve estimular a demanda de produtos refinados, segundo a Associação Indonésia de Óleo de Palma (Gapki). A expectativa é que as remessas subam para cerca de 18 milhões de toneladas em 2013 – aumento em relação a 2012 que fechou em 16,5 milhões de toneladas. 

A procura pelo óleo diminuiu no ano passado, principalmente devido à desaceleração da economia mundial, o que levou a estoques recorde na Indonésia e na Malásia e o pior desempenho desde a crise financeira de 2008. No final do ano, as cotações se recuperaram, depois de atingir a menor cotação em três anos – 2.217 ringgit por tonelada em dezembro (US$ 728).

Segundo o diretor de marketing da Gapki, Menurut Susanto, agora a demanda por produtos refinados é promissora, especialmente pela China, o maior consumidor mundial de óleo comestível. “As exportações do produto refinado podem representar mais de 60% do total de embarques em 2013, porque as tarifas são mais baixas do que as do óleo de palma bruto”, afirmou Susanto. Em 2012, esse valor foi de 28%.

Cortes de impostos
Para evitar a perda de mercado para a Malásia, a Indonésia precisa reduzir os impostos de exportação de países como Índia e Paquistão, que normalmente compram mais o óleo bruto, afirmou o secretário-geral da Gapki, Joko Supriyono.

Neste mês de janeiro, a taxa para o óleo bruto passou de 9% para 7,5%, enquanto a Malásia estabelece uma tarifa zero. Para as exportações do produto refinado, os impostos indonésios também tem uma tarifa zero.

“As exportações dependerão da política que o governo vai adotar. Se tivermos um nível fiscal mais equilibrado, assim como a Malásia, podemos aumentar os números”, avalia Supriyono. Segundo o diretor, as remessas para o Paquistão podem chegar a 1 milhão de toneladas, em comparação com as 600 mil do ano passado, se o governo reduzir as taxas.

Patrícia Herman – BiodieselBR.com
Com informações: Bloomberg, Reuters
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