[Exclusivo] Biopalma vai inaugurar 2ª unidade de extração de óleo de palma
Biopalma avança nos planos de se tornar o player dominante do mercado brasileiro de palma e se prepara para inaugurar sua 2ª planta de processamento.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Os planos não são mais os mesmos de seis anos atrás, mas a Biopalma se mantém no caminho para se tornar o player dominante no mercado brasileiro de palma-de-óleo. Segundo eu diretor-presidente, Márcio Maia, a empresa já tem 56,5 mil hectares de dendezais próprios e se prepara para inaugurar sua segunda planta de esmagamento.
Os planos não são mais os mesmos de seis anos atrás, mas a Biopalma se mantém no caminho para se tornar o player dominante no mercado brasileiro de palma-de-óleo. Segundo eu diretor-presidente, Márcio Maia, a empresa já tem 56,5 mil hectares de dendezais próprios e se prepara para inaugurar sua segunda planta de esmagamento.
“A Biopalma está em fase de ramp up e sua produção de óleo está dentro do planejado”, confirma o executivo em entrevista concedida por e-mail à BiodieselBR.com. “Devemos iniciar a operação da 2ª usina de processamento ainda este mês”, revela Maia adiantando que outras duas plantas estão a caminho – uma com inauguração prevista para 2017 e a outra para 2019.
As fábricas deverão processar a palma colhida em 56,5 mil hectares de dendezais que a companhia já têm plantados no estado do Pará. Além, destes a empresa fomentou a produção de palma nas propriedades de 650 parceiros da agricultura familiar local o que acrescenta 6,5 mil hectares à área plantada. “Nossa empresa possui o maior plantio individual de palma-de-óleo das Américas, já em operação com a maior parte do realizado e com receitas crescentes”, atesta Maia.
Liderança
E a ideia é ampliar ainda mais a liderança. Primeiro atraindo mais parceiros da agricultura familiar para chegar a 10 mil hectares fomentados até 2018. Além disso, a empresa vem avaliando ampliar sua área própria em outros 3,5 mil hectares completando os 60 mil ha que haviam sido anunciados.
São números robustos, mas que ficam um pouco a dever em relação às primeiras projeções. Originalmente, os produtores familiares acrescentariam 20 mil ha aos dendezais da empresa.
Biodiesel?
Outro ponto cego diz respeito à produção de biodiesel. No começo de 2011, o controle da Biopalma foi adquirido pela Vale por US$ 173,5 milhões.
Maior consumidora individual de óleo diesel do país, a mineradora tinha planos de passar a usar B20 em suas ferrovias e maquinários. Maia diz à BiodieselBR.com que o projeto está de pé “mas não nos mesmos termos”. “A estratégia da Vale é focar na atividade de mineração e estão sendo avaliadas outras formas de negócio que levem aos mesmos resultados sem a utilização de novos recursos da Vale. Nesse aspecto, a própria Biopalma é uma alternativa”, diz, sem, contudo, confirmar diretamente o que isso significa em relação ao biodiesel. “Nossa prioridade é iniciar a operação da segunda planta extratora e continuar com o aumento de produção planejado”, completa.
No momento, o negócio da Biopalma é a venda o óleo de palma para fabricantes de gorduras no mercado interno e, também, o mercado exportador. Maia confirma que a empresa já vende sua produção para países como a Colômbia, México e Espanha onde vem aproveitando a valorização cambial para compensar, ao menos parcialmente, as cotações baixas que este óleo do mercado internacional.