Canola no RS foi toda semeada dentro da época recomendada
O 11º Levantamento da Safra de Grãos da Safra 2025/2026, divulgado nesta quinta-feira, 13, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta para a finalização do plantio da canola nas lavouras do Rio Grande do Sul, “com expressivo avanço de área, 74,5% de aumento em relação à safra passada, atingindo uma área cultivada recorde de 366,3 mil hectares”, definiu a instituição.
“Tal expansão é fundamentada pelo maior fomento por parte do setor industrial, custos de implantação mais competitivos em relação ao trigo, expectativa de rentabilidade e bons resultados produtivos”, justificou.
“A evolução do plantio concentrou-se, majoritariamente, em maio (72% da área total), com início em abril (10%) e encerramento nas primeiras semanas de junho (18%), garantindo que a implantação ocorresse dentro da janela agronômica recomendada”, esclareceu.
“A cultura evolui para as fases determinantes do rendimento, estimando-se que, ao final de julho, 2% esteja em enchimento de grãos, 28% das áreas do estado atinjam a fase de florescimento, enquanto 70% permanecem em desenvolvimento vegetativo”, complementou.
Conforme a Conab, nas questões fitossanitária e meteorológica, as geadas registradas em junho não provocaram danos expressivos, “restringindo-se a episódios pontuais de abortamento de flores sem comprometimento do potencial produtivo.”
“Contudo, as oscilações térmicas de julho, marcadas por temperaturas elevadas, seguidas de precipitações volumosas e episódios de precipitação torrencial, com acumulados superiores a 100 mm/dia em mais de um dia, resultaram em quadros de erosão, lixiviação de nutrientes e aumento substancial do risco fitossanitário, demandando monitoramento intensivo quanto ao surgimento de bacterioses e doenças fúngicas”, descreveu.
Regiões
O Noroeste do estado tem lavouras entrando no período reprodutivo, com desenvolvimento vegetativo e estande dentro do padrão esperado.
“A combinação de temperaturas elevadas e alta umidade relativa em julho favoreceu o aparecimento de bacterioses, com incidência, predominantemente, associada ao uso de sementes salvas, práticas que acarretam a perda de resistência genética e depreciação do teto produtivo em cultivos sucessivos”, afirmou a Conab.
Na região Central, 25% do cultivo está em fase de floração e 75% em desenvolvimento vegetativo, visto que os dias ensolarados pontuais favoreceram a polinização, contudo a precipitação intensa e o calor atípico figuram como fatores de alerta para o enchimento de grãos.
Na região da Campanha, mais de 15% das áreas estão em florescimento, enquanto o restante permanece em desenvolvimento vegetativo, com produtores intensificando tratos culturais preventivos por meio da aplicação foliar de Boro e fungicidas.
E, na região Sul, o encerramento da semeadura ocorreu dentro do período recomendado, e apresenta estande uniforme e bom vigor vegetativo, enquanto na Fronteira Oeste e Missões, registraram-se perdas pontuais, contudo, expressivas, decorrentes da queda de granizo, cujos danos efetivos ao estande e à produtividade final seguem sob avaliação.
Mercado
Quanto às situações mercadológicas e econômicas que definem a tomada de decisão no setor, “a atratividade da canola consolida-se frente às alternativas de cultivos de inverno”, aponta a Conab.
“A cultura tem demonstrado uma relação de custo-benefício favorável, se comparada ao cultivo do trigo, apresentando menor custo de implantação por hectare e perspectivas de rentabilidade superior, fatores reforçados pelos programas de fomento e garantia de absorção da produção promovidos pela indústria processadora de óleos e biocombustíveis”, esclarece.


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