BiodieselBR

Óleos e gorduras caem mais 3,3% no índice da FAO

fao-diretores-120712A cotação internacional para óleos e gorduras teve em julho teve forte retração segundo o índice da FAO.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
A cotação internacional para óleos e gorduras teve em julho teve forte retração. A informação foi divulgada no relatório de análise que acompanha o Índice para o Preço dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – denominado “índice FAO”.

Grafico-FAO 03
A cotação internacional para óleos e gorduras teve em julho teve forte retração. A informação foi divulgada no relatório de análise que acompanha o Índice para o Preço dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – denominado “índice FAO”. Elaborado mensalmente a partir de preços de diversas commodities alimentares comercialmente relevantes, o indicador é uma das principais referências para o agrobusiness.

No mês passado, o índice relativo a óleos e gorduras ficou em 191, 2 pontos contra 197,8 pontos aferidos em junho - uma retração de 3,3%. Desde dezembro passado, quando chegou a 196,5 pontos, os óleos e gorduras não apresentavam uma cotação tão baixa.

As cotações baixas de dezembro passado foram atenuados pela alta no início deste ano. Em janeiro e fevereiro, o índice FAO para óleos e gorduras subiu para 205,2 e 206,1 pontos, respectivamente. Mas a recuperação durou pouco. O indicativo voltou a cair em março e abril, mantendo-se estável em maio, para depois amargar novas quedas em junho e julho.

Sobre oferta
A baixa cotação dos óleos de soja e de palma no mercado internacional é apresentada como uma das justificativas para que o índice para óleos e gorduras tenha chegado ao nível, que segundo a FAO, também é o mais baixo desde 2010.


Tanto no caso do óleo de soja como no de palma, a sobre oferta é que tem determinado a queda nos preços de exportação. A fraca demanda, inclusive do setor de biodiesel, e as boas perspectivas para o cultivo de soja nos Estados Unidos são outras variáveis com influência para a FAO.

A crise desencadeada pela superprodução do óleo de palma fez com que os governos da Malásia e Indonésia – dois maiores produtores da oleaginosa – adotassem medidas emergenciais para impedir que os preços despenquem ainda mais. Um novo recorde de produção está previsto para este ano.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Compartilhar: