Indicador de preços da FAO supera marca dos 200 pontos pela primeira vez desde sua criação em 1990
Os preços dos óleos vegetais ao redor do mundo continuam batendo recorde atrás de recorde. De acordo com o Índice FAO – que compila preços de algumas das principais commodities alimentares do planeta – os óleos mais comercializados superaram a marca dos 200 pontos pela primeira vez desde o lançamento do indicador em 1990.
Os preços dos óleos vegetais ao redor do mundo continuam batendo recorde atrás de recorde. De acordo com o Índice FAO – que compila preços de algumas das principais commodities alimentares do planeta – os óleos mais comercializados superaram a marca dos 200 pontos pela primeira vez desde o lançamento do indicador em 1990.
Foram exatamente 201,7 pontos. Reajuste de 15,8 pontos – 8,5% – em relação ao valor registrado no primeiro mês de 2022. Em um ano, a alta acumulada se aproxima dos 36,8%.
Os fatores que pressionaram os preços em fevereiro vieram dos mercados de óleo de palma e de soja. Afetados principalmente pelo desencontro entre a demanda internacional e a oferta da Indonésia – maior produtor global de palma-de-óleo – e pela quebra na produção de soja na América do Sul.
E isso ainda não leva em conta todos os desdobramentos da invasão da Ucrânia pela Rússia que vêm afetando fortemente a oferta de óleo de girassol e as altas do barril de petróleo que favorecem a produção de biodiesel e diesel renovável.
Os preços dos óleos vegetais vêm subindo de forma consistente desde maio de 2020. Nos últimos 22 meses, foram raros os momentos em que o mercado perdeu tração. A escalada se manteve mesmo quando as projeções indicavam a colheita de uma safra recorde para o Brasil e de bons resultados para a Argentina.
Índice FAO
O grupo óleos foi o que mais subiu no último mês ajudando a puxar o Índice FAO para 140,7 pontos batendo um recorde que já vinha se mantendo intacto há 11 anos. O teto anterior era de 137,6 pontos registrados em fevereiro de 2011.
Além do mercado de óleos, o de lácteos também apresentou uma apreciação forte no mês com alta de 6,4%.
De todos os segmentos de mercado acompanhados pela FAO, o único que teve queda foi o de açúcar com contração de 1,9%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com