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Uso de biodiesel será limitado em 7% na UE, aposta Rabobank

rabobank UE_010813Relatório do Rabobank antecipa que a UE deverá limitar na adição dos biocombustíveis de 1ª geração nos combustiveis fósseis em 7%.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Relatório do Rabobank antecipa que a UE deverá limitar na adição dos biocombustíveis de 1ª geração nos combustiveis fósseis em 7%.

Em relatório recém-publicado, o Rabobank – banco de origem holandesa especializado no setor de agronegócios – antecipa que a União Europeia deverá mesmo limitar na participação dos biocombustíveis de 1ª geração em sua política para energia renovável. Contudo, banco antecipa que o Parlamento Europeu deverá optar por um limite um pouco maior do que a faixa de 5% que vêm sendo proposta nas últimas semanas.

A aposta dos analistas do banco holandês é que o limite será fixado em torno de 7%. Isso abre perspectivas para que a demanda dos países europeus por biodiesel continue crescimento pelos próximos anos o que, por sua vez, ampliaria a demanda por óleos vegetais. O crescimento, contudo, será menos robusto do que o mercado havia antecipado anos atrás quando a UE estabeleceu como meta o uso de 10% de energia renovável no setor de transportes até 2020.

Nova fase
Segundo o analista, Paul Bosch, qualquer que seja a decisão final da UE – a votação sobre a questão está marcada para setembro – ela colocará o setor de biodiesel num novo momento. “Apesar das tensões, a união entre a indústria do biodiesel e de óleos vegetais vai entrar numa nova fase”, diz Bosch. Ele ainda acrescenta que a nova legislação, com suas perspectivas mais modestas de crescimento, somada à pressão que essas duas indústrias já vinham sentindo, deverá precipitar um momento de consolidação de mercado por parte dos investidores. Ele não vê esse movimento como negativo. “Isso criará oportunidade para as companhias que forem capazes de fazer a relação [entre biodiesel e óleo] funcionar em sua vantagem”, acrescenta.

O Rabobank espera que esse novo movimento de ajuste dos mercados provoque ao menos três consequências relevantes.

O primeiro seria na direção de um maior controle sobre suas cadeias de suprimentos. A integração vertical das operações de esmagamento, comercialização e logística passaria a ser ainda mais importante para as companhias que disputam no mercado europeu.

Em segundo lugar, as empresas teriam que se tornar mais diversificadas. A expansão em direção a novos segmentos e produtos será vital para que as companhias mantenham suas margens. 

Em último lugar, seria a formação e ampliação de parcerias estratégicas entre empresas para responder mais rapidamente as tendências de mercado. Isso deverá ser puxado principalmente pela importação de óleo de palma, cujos preços estão mais atrativos que os de outros óleos vegetais. Criando assim oportunidades para alianças entre produtores de palma do Sudeste da Ásia e fabricantes de biodiesel da Europa.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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