A União Europeia (UE) pode estar a um passo de banir os biocombustíveis de convencionais – aqueles feitos a partir de commodities agrícolas que tenham uso alimentar, caso, por exemplo, do biodiesel fabricado a partir de óleo de soja. De acordo uma proposta para a mobilidade de baixo carbono apresentada ontem (20) pela Comissão Europeia o consumo desse tipo de combustíveis seria desencorajado gradualmente a partir de 2020.
A União Europeia (UE) pode estar a um passo de banir os biocombustíveis de convencionais – aqueles feitos a partir de commodities agrícolas que tenham uso alimentar, caso, por exemplo, do biodiesel fabricado a partir de óleo de soja. De acordo uma proposta para a mobilidade de baixo carbono apresentada ontem (20) pela Comissão Europeia o consumo desse tipo de combustíveis seria desencorajado gradualmente a partir de 2020.
As metas do plano de mobilidade são: aumentar a eficiência do sistema de transportes da UE, acelerar a adoção de fontes de energia com baixa emissão de carbono e preparar terreno para a massificação de veículos híbridos e elétricos de emissões ultrabaixas de gás carbônico (menores que 50g por quilômetro rodado). No anúncio de ontem, a Comissão Europeia destacou que o bloco dispõe de € 70 bilhões em fundos para aplicação em projetos de transportes sendo € 39 bilhões especificamente para iniciativas de mobilidade de baixo carbono.
A ideia não é acabar com os biocombustíveis em si, mas aumentar incentivos para o desenvolvimento de produtos considerados de 2ª geração que são fabricados a partir de diferentes tipos de biomassas residuais. Segundo o documento publicado pela Comissão Europeia, os biocombustíveis convencionais “terão um papel limitado na descarbonização do setor de transportes” e, por isso, “não deverão mais receber incentivos públicos depois de 2020”.
Esses biocombustíveis e outras fontes de energia deverão responder por, pelo menos, 15% da matriz de transportes até o ano de 2030. “Os impactos [dessa estratégia] serão avaliados cuidadosamente, incluindo os investimentos necessários para o fato de que, nesse estágio, os biocombustíveis avançados não serão capazes de competir com os [preços dos] combustíveis fósseis e biocombustíveis convencionais”, acrescenta o documento.
Em meados de 2014, o Conselho Europeu já tinha dado sinais claros de que os biocombustíveis de 1ª geração teriam um papel menor que o inicialmente previsto nas políticas de descarbonização da economia europeia. Foi acordado que essas fontes só poderiam responder por 7% na meta da Diretiva de Energias Renováveis que estabelecia que os países europeus precisam usar, pelo menos, 10% de energia renovável no setor de transportes até 2020.
Reações
A proposta evidentemente desagradou os fabricantes de biocombustíveis convencionais. De acordo com a Aliança Europeia das Oleaginosas, entidade ligada aos produtores de biodiesel, o plano “ameaça a sobrevivência da produção de oleaginosas na UE” e pode, inclusive, ter um efeito inverso ao desejado e “retardar a transição para os biocombustíveis avançados”.
Já a ePure – que representa os interesses dos fabricantes de etanol – destacou que estudos recentes confirmam que os biocombustíveis convencionais apresentam eleva redução nos GEEs. “A descontinuação [do etanol convencional] vai trabalhar contra as metas climáticas da UE”, afirma um comunicado publicado pela organização.
O documento publicado pela Comissão Europeia pode ser acessado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A União Europeia (UE) pode estar a um passo de banir os biocombustíveis de convencionais – aqueles feitos a partir de commodities agrícolas que tenham uso alimentar, caso, por exemplo, do biodiesel fabricado a partir de óleo de soja. De acordo uma proposta para a mobilidade de baixo carbono apresentada ontem (20) pela Comissão Europeia o consumo desse tipo de combustíveis seria desencorajado gradualmente a partir de 2020.
As metas do plano de mobilidade são: aumentar a eficiência do sistema de transportes da UE, acelerar a adoção de fontes de energia com baixa emissão de carbono e preparar terreno para a massificação de veículos híbridos e elétricos de emissões ultrabaixas de gás carbônico (menores que 50g por quilômetro rodado). No anúncio de ontem, a Comissão Europeia destacou que o bloco dispõe de € 70 bilhões em fundos para aplicação em projetos de transportes sendo € 39 bilhões especificamente para iniciativas de mobilidade de baixo carbono.
A ideia não é acabar com os biocombustíveis em si, mas aumentar incentivos para o desenvolvimento de produtos considerados de 2ª geração que são fabricados a partir de diferentes tipos de biomassas residuais. Segundo o documento publicado pela Comissão Europeia, os biocombustíveis convencionais “terão um papel limitado na descarbonização do setor de transportes” e, por isso, “não deverão mais receber incentivos públicos depois de 2020”.
Esses biocombustíveis e outras fontes de energia deverão responder por, pelo menos, 15% da matriz de transportes até o ano de 2030. “Os impactos [dessa estratégia] serão avaliados cuidadosamente, incluindo os investimentos necessários para o fato de que, nesse estágio, os biocombustíveis avançados não serão capazes de competir com os [preços dos] combustíveis fósseis e biocombustíveis convencionais”, acrescenta o documento.
Em meados de 2014, o Conselho Europeu já tinha dado sinais claros de que os biocombustíveis de 1ª geração teriam um papel menor que o inicialmente previsto nas políticas de descarbonização da economia europeia. Foi acordado que essas fontes só poderiam responder por 7% na meta da Diretiva de Energias Renováveis que estabelecia que os países europeus precisam usar, pelo menos, 10% de energia renovável no setor de transportes até 2020.
Reações
A proposta evidentemente desagradou os fabricantes de biocombustíveis convencionais. De acordo com a Aliança Europeia das Oleaginosas, entidade ligada aos produtores de biodiesel, o plano “ameaça a sobrevivência da produção de oleaginosas na UE” e pode, inclusive, ter um efeito inverso ao desejado e “retardar a transição para os biocombustíveis avançados”.
Já a ePure – que representa os interesses dos fabricantes de etanol – destacou que estudos recentes confirmam que os biocombustíveis convencionais apresentam eleva redução nos GEEs. “A descontinuação [do etanol convencional] vai trabalhar contra as metas climáticas da UE”, afirma um comunicado publicado pela organização.
O documento publicado pela Comissão Europeia pode ser acessado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com