UE mais perto de definir teto para biocombustíveis de 1ª geração
Depois de muita dificuldades a UE parece estar mais perto de um consenso quanto ao limite para uso de biocombustíveis de 1ª geração.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Depois de muita dificuldades a União Europeia (UE) parece estar mais perto de um consenso quanto ao limite para uso de biocombustíveis de 1ª geração – aqueles feitos a partir de produtos agrícolas com função econômica. Um acordo celebrado entre a Comissão Europeia, o Parlamento e estados membros do bloco europeu na semana passada fixou esse teto em 7%.
Depois de muita dificuldades a União Europeia (UE) parece estar mais perto de um consenso quanto ao limite para uso de biocombustíveis de 1ª geração – aqueles feitos a partir de produtos agrícolas com função econômica. Um acordo celebrado entre a Comissão Europeia, o Parlamento e estados membros do bloco europeu na semana passada fixou esse teto em 7%.
A decisão representa um ganho de 1 ponto percentual em cima do que estabelecia a proposta apresentada pelo Comitê de Meio Ambiente do Parlamento Europeu em fevereiro.
A decisão ainda não é definitiva. Precisa ser aprovada pelo Comitê do Meio Ambiente do Parlamento Europeu – a votação está prevista para ocorrer em 14 de abril – e, depois, ser endossada em sessão plenária do Parlamento. Mas o fato de ter se conseguido alinhavar um acordo entre as principais vozes da UE sinaliza que a discussão está na reta final.
Em xeque
Seja qual for a proposta chancelada em última instância, ela modificará a Diretiva de Energias Renováveis (RED).
Aprovada pela União Europeia em 2009, a RED obriga os países do bloco a usarem pelo menos 10% de energia renovável no setor de transportes até 2020. Antes, essa meta poderia ser integralmente cumprida com biocombustíveis de 1ª geração.
Contudo, nesse meio tempo, o benefício ambiental produzido pelo uso dos biocombustíveis convencionais começou a ser questionado. A alegação é que o cultivo da biomassa usada na produção de biocombustíveis pode deslocar a produção de outros produtos agrícolas que, por sua vez, podem avançar sobre áreas de vegetação nativa gerando emissões de carbono que, até o momento, não eram contabilizadas no sistema.
Os críticos dos biocombustíveis de 1ª geração argumentam ainda que o uso de parte da produção de grãos para a fabricação dos combustíveis renováveis tradicionais – como o biodiesel e o etano – também acaba gerando uma pressão nos preços dos alimentos.
A EPURE – entidade que representa os fabricantes europeus de etanol – foi cautelosa ao comentar o acordo. "Congratulamo-nos com o compromisso contínuo do Conselho [Europeu] para um teto de 7% para os biocombustíveis convencionais, mas estamos decepcionados com a falta de uma meta vinculativa para os biocombustíveis avançados", declarou o secretário-geral da entidade, Robert Wright.
Cátia Franco – BiodieselBR.com Com informações EurActiv.com