
A União Europeia (UE) está estudando renovar por mais cinco anos as tarifas que impôs sobre as importações de biodiesel vindas dos Estados Unidos.
A punição foi imposta em março de 2009 e deveriam expirar nessa sexta-feira (11). Elas serão mantidas enquanto durar o processo de revisão que pode se estender por um prazo de 15 meses.
A União Europeia (UE) está estudando renovar por mais cinco anos as tarifas que impôs sobre as importações de biodiesel vindas dos Estados Unidos. A punição foi imposta em março de 2009 e deveriam expirar nessa sexta-feira (11). Elas serão mantidas enquanto durar o processo de revisão que pode se estender por um prazo de 15 meses.
A batalha entre UE e Estados Unidos foi a primeira disputa comercial internacional relacionada ao biodiesel. Ela foi iniciada em abril de 2008 quando a Associação Europeia do Biodiesel (EBB, na sigla em inglês) formalizou uma acusação contra os EUA – então maior exportador global do biocombustível, com negócios da ordem de US$ 1 bilhão por ano – sob a alegação de que os subsídios pagos por Washington permitiam que o produto norte-americano entrasse no mercado europeu a preços abaixo de seu custo de produção.
A investigação da Comissão Europeia terminou com a imposição de duas tarifas: a primeira entre € 211,2 e € 237 por tonelada de biodiesel como punição aos subsídios norte-americanos e a outra de até € 198 por tonelada como uma tarifa antidumping. A punição efetivamente baniu as usinas dos Estados Unidos do mercado europeu
Em mais de 2011, as medidas seriam ampliadas para abarcar biodiesel norte-americano embarcado a partir do Canadá. Estratégia que vinha sendo usada por fabricantes para contornar a cobrança da taxa.
A revisão foi solicitada pela EBB em abril passado. A entidade comemorou o atendimento de seu pedido. “A decisão da Comissão Europeia confirma que ainda há risco para o mercado de biodiesel da UE. É dever das autoridades da UE não deixar que a competição injusta retorne e anule os esforços que vêm sendo feitos nos últimos anos para desenvolver uma indústria de biodiesel europeia eficiente capaz de competir no mercado global”, declarou o secretário geral da EBB, Raffaello Garofalo.
Recorrência
Anos mais tarde, a União Europeia repetiria esse mesmo roteiro e imporia tarifas antidumping contra a Argentina e a Indonésia. Ambos os países haviam aproveitado a retração das vendas dos Estados Unidos para fortalecerem suas vendas de biodiesel para a Europa. Contudo a medida contra esses dois países é bastante questionável, já que não havia subsídio como nos EUA.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A punição foi imposta em março de 2009 e deveriam expirar nessa sexta-feira (11). Elas serão mantidas enquanto durar o processo de revisão que pode se estender por um prazo de 15 meses.
A União Europeia (UE) está estudando renovar por mais cinco anos as tarifas que impôs sobre as importações de biodiesel vindas dos Estados Unidos. A punição foi imposta em março de 2009 e deveriam expirar nessa sexta-feira (11). Elas serão mantidas enquanto durar o processo de revisão que pode se estender por um prazo de 15 meses.
A batalha entre UE e Estados Unidos foi a primeira disputa comercial internacional relacionada ao biodiesel. Ela foi iniciada em abril de 2008 quando a Associação Europeia do Biodiesel (EBB, na sigla em inglês) formalizou uma acusação contra os EUA – então maior exportador global do biocombustível, com negócios da ordem de US$ 1 bilhão por ano – sob a alegação de que os subsídios pagos por Washington permitiam que o produto norte-americano entrasse no mercado europeu a preços abaixo de seu custo de produção.
A investigação da Comissão Europeia terminou com a imposição de duas tarifas: a primeira entre € 211,2 e € 237 por tonelada de biodiesel como punição aos subsídios norte-americanos e a outra de até € 198 por tonelada como uma tarifa antidumping. A punição efetivamente baniu as usinas dos Estados Unidos do mercado europeu
Em mais de 2011, as medidas seriam ampliadas para abarcar biodiesel norte-americano embarcado a partir do Canadá. Estratégia que vinha sendo usada por fabricantes para contornar a cobrança da taxa.
A revisão foi solicitada pela EBB em abril passado. A entidade comemorou o atendimento de seu pedido. “A decisão da Comissão Europeia confirma que ainda há risco para o mercado de biodiesel da UE. É dever das autoridades da UE não deixar que a competição injusta retorne e anule os esforços que vêm sendo feitos nos últimos anos para desenvolver uma indústria de biodiesel europeia eficiente capaz de competir no mercado global”, declarou o secretário geral da EBB, Raffaello Garofalo.
Recorrência
Anos mais tarde, a União Europeia repetiria esse mesmo roteiro e imporia tarifas antidumping contra a Argentina e a Indonésia. Ambos os países haviam aproveitado a retração das vendas dos Estados Unidos para fortalecerem suas vendas de biodiesel para a Europa. Contudo a medida contra esses dois países é bastante questionável, já que não havia subsídio como nos EUA.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com