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Sem biodiesel, preços dos óleos vegetais teriam caído ainda mais, diz Ufop

Para entidade alemã que representa setor de oleaginosas, situação do mercado seria ‘dramática’ sem demanda de biocombustíveis

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Os preços dos óleos vegetais teriam reduzido ainda mais se não fosse pela demanda adicional criada pelas indústrias de biocombustíveis em países como Argentina, Brasil, Estados Unidos e Indonésia. É o que aponta a União para a Promoção de Plantas Oleaginosas e Proteicas (Ufop), uma das principais representações de produtores e processadores de oleaginosas da Europa.

Os preços dos óleos vegetais teriam reduzido ainda mais se não fosse pela demanda adicional criada pelas indústrias de biocombustíveis em países como Argentina, Brasil, Estados Unidos e Indonésia. É o que aponta a União para a Promoção de Plantas Oleaginosas e Proteicas (Ufop), uma das principais representações de produtores e processadores de oleaginosas da Europa.

Ao longo do ano passado, esses quatro países fabricaram um total de 19,3 bilhões de litros de biodiesel – 7 bilhões vieram dos Estados Unidos; 5,35 bilhões vieram do Brasil; 4,3 bilhões da Indonésia e 2,66 bilhões das Argentina.

Coletivamente, a União Europeia (UE) ainda é o principal polo produtor de biodiesel do mundo. Ao longo de 2018, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foram mais de 14,4 bilhões de litros fabricados pelos 28 países-membros. Contudo, o volume fabricado pelas usinas do bloco europeu recuou um pouco mais de 6% no período.

Em queda

Segundo a Ufop, o mercado de biocombustíveis se tornou fundamental para dar sustentação aos preços globais dos óleos vegetais.

Dados compilados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostram que os preços dos 10 óleos vegetais mais negociados ao redor do mundo apresentam uma tendência de queda persistente que já dura praticamente uma década.

 

 

O indicador da agência fechou o mês de julho em 125,5 pontos. Se não fosse por novembro passado – mês em que os preços fecharam em 125,3 pontos –, julho teria o menor valor médio praticado pelo mercado em cerca de 14 anos. A queda vem sendo puxada pelos óleos de palma e de soja – os dois produtos de maior peso no mercado global –, enquanto a colza e o girassol têm se sustentado melhor.

Para evitar uma erosão ‘dramática’ do mercado, a Ufop tem cobrado de autoridades europeias uma política de apoio mais consistente aos biocombustíveis. “[EUA, Brasil, Argentina e Indonésia] vêm mostrando como a ‘bioeconomia’ funciona”, diz uma nota publicada pela entidade na qual defende o uso de biomassa cultivada como uma opção para descarbonizar o setor de transportes.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Ufop

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