Os biocombustíveis feitos a partir do óleo de palma serão banidos do mercado comum europeu em, no máximo, três anos. A proibição, que afeta diretamente a indústria de biodiesel, faz parte de um projeto que endurece as regras de entrada desta commodity nos 27 países da União Europeia (UE) que foi aprovada nessa terça-feira (04) pelo Parlamento Europeu.
Os biocombustíveis feitos a partir do óleo de palma serão banidos do mercado comum europeu em, no máximo, três anos. A proibição, que afeta diretamente a indústria de biodiesel, faz parte de um projeto que endurece as regras de entrada desta commodity nos 27 países da União Europeia (UE) que foi aprovada nessa terça-feira (04) pelo Parlamento Europeu.
A iniciativa que quer restringir os impactos ambientais do plantio de palma-de-óleo no Sudeste Asiático havia sido apresentada em meados do mês passado pela Comissão de Meio Ambiente do Europarlamento. A votação pelo plenário foi esmagadora: 640 votos favoráveis contra 18 contrários e 28 abstenções.
“Queremos um debate aberto com todos os atores de forma a tornarmos a produção de palma-de-óleo sustentável sem o corte de florestas e de acordo com direitos humanos”, disse a parlamentar da República Tcheca e autora da proposta, Kateřina Konečná.
Um dos pontos centrais seria a criação de um sistema único de certificação que passaria a ser exigido de fornecedores de óleo de palma. O novo esquema substituiria as diversas opções voluntárias que existem atualmente.
Biodiesel
Além de regras de importação mais rígidas, uma das ideias é passar a proibir o uso óleo de palma na produção de biocombustíveis a partir de 2020. Hoje, esse é o destino de aproximadamente 46% desse tipo de óleo a entrar na UE.
A iniciativa, porém, poderá ter desdobramentos ainda mais profundos. O texto aprovado ontem fala em proibir “o uso de óleos vegetais indutores de desflorestamento (...) como um componente para biocombustíveis”.
Malásia
Segundo maior produtor de óleo de palma do mundo – atrás apenas de sua vizinha Indonésia –, a Malásia lamentou a decisão do Parlamento Europeu. O ministro de Indústrias de Plantação e Commodities do país asiático, Datuk Seri Mah Siew Keong, classificou a medida como um “desapontamento”. “Malásia e Indonésia vão lugar contra esta discriminação contra o óleo de palma”, disse o político.
No ano passado, as exportações do óleo de palma da Malásia para a UE somaram aproximadamente US$ 2,25 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Os biocombustíveis feitos a partir do óleo de palma serão banidos do mercado comum europeu em, no máximo, três anos. A proibição, que afeta diretamente a indústria de biodiesel, faz parte de um projeto que endurece as regras de entrada desta commodity nos 27 países da União Europeia (UE) que foi aprovada nessa terça-feira (04) pelo Parlamento Europeu.
A iniciativa que quer restringir os impactos ambientais do plantio de palma-de-óleo no Sudeste Asiático havia sido apresentada em meados do mês passado pela Comissão de Meio Ambiente do Europarlamento. A votação pelo plenário foi esmagadora: 640 votos favoráveis contra 18 contrários e 28 abstenções.
“Queremos um debate aberto com todos os atores de forma a tornarmos a produção de palma-de-óleo sustentável sem o corte de florestas e de acordo com direitos humanos”, disse a parlamentar da República Tcheca e autora da proposta, Kateřina Konečná.
Um dos pontos centrais seria a criação de um sistema único de certificação que passaria a ser exigido de fornecedores de óleo de palma. O novo esquema substituiria as diversas opções voluntárias que existem atualmente.
Biodiesel
Além de regras de importação mais rígidas, uma das ideias é passar a proibir o uso óleo de palma na produção de biocombustíveis a partir de 2020. Hoje, esse é o destino de aproximadamente 46% desse tipo de óleo a entrar na UE.
A iniciativa, porém, poderá ter desdobramentos ainda mais profundos. O texto aprovado ontem fala em proibir “o uso de óleos vegetais indutores de desflorestamento (...) como um componente para biocombustíveis”.
Malásia
Segundo maior produtor de óleo de palma do mundo – atrás apenas de sua vizinha Indonésia –, a Malásia lamentou a decisão do Parlamento Europeu. O ministro de Indústrias de Plantação e Commodities do país asiático, Datuk Seri Mah Siew Keong, classificou a medida como um “desapontamento”. “Malásia e Indonésia vão lugar contra esta discriminação contra o óleo de palma”, disse o político.
No ano passado, as exportações do óleo de palma da Malásia para a UE somaram aproximadamente US$ 2,25 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com