
Está mais perto do fim a novela sobre a aceitação – ou não – do conceito de mudança indireta no uso da terra (Iluc, na sigla em inglês) nas políticas da União Europeia (UE) para biocombustíveis. Nesta sexta-feira (13), o Conselho Europeu conseguiu fechar uma proposta para incluir esse fator na Diretiva de Energias Renováveis e na Diretiva de Qualidade dos Combustíveis. O ponto mais polêmico dessa medida é a criação de um teto para o consumo de biocombustíveis convencionais.
Segundo os proponentes do Iluc, a maior demanda por biocombustíveis leva a uma pressão para o aumento do plantio de culturas agrícolas com finalidades energéticas.
Está mais perto do fim a novela sobre a aceitação – ou não – do conceito de mudança indireta no uso da terra (Iluc, na sigla em inglês) nas políticas da União Europeia (UE) para biocombustíveis. Nesta sexta-feira (13), o Conselho Europeu conseguiu fechar uma proposta para incluir esse fator na Diretiva de Energias Renováveis e na Diretiva de Qualidade dos Combustíveis. O ponto mais polêmico dessa medida é a criação de um teto para o consumo de biocombustíveis convencionais.
Segundo os proponentes do Iluc, a maior demanda por biocombustíveis leva a uma pressão para o aumento do plantio de culturas agrícolas com finalidades energéticas. Essa ampliação pode acontecer sobre áreas de florestas ou sobre áreas agrícolas já consolidadas. No segundo caso, pode acontecer das culturas desalojadas para dar lugar ao plantio de energéticos avançar sobre áreas de floresta. O conceito de Iluc exige que o segundo caso também seja levado em conta na hora de calcular as emissões de carbono dos biocombustíveis – há casos em que, dependendo da forma como Iluc é contabilizado, os biocombustíveis se tornam mais sujos do que suas versões fósseis.
O problema é que, até agora, ninguém concordava em como fazer essa contabilidade. No final do ano passado, tanto o Conselho Europeu já havia tentado fechar uma proposta que nesse sentido, mas sem sucesso. É isso o que o texto fechado hoje vem resolver. Ele não apenas reconhece que o Iluc é uma realidade comprovada como, ainda por cima, determina que os países do bloco devem fazer a transição dos biocombustíveis da 1ª geração – mais afetados pelo fenômeno – para os de 2ª geração.
Teto
A medida mais prática desse acordo está na criação de um limite para o uso de biocombustíveis de 1ª geração. A Diretiva de Energias Renováveis adotada em 2009 pela UE estabelece que os países do bloco terão até 2020 para que 10% de toda a energia consumida no setor de transportes venha de fontes renováveis, os biocombustíveis convencionais só poderão contar para o cumprimento de 7% da meta.
Nas metas de energias renováveis no setor de transportes também passa a constar a exigência de pelo menos 0,5% de biocombustíveis de 2ª geração – aqueles fabricados a partir de fontes de biomassa não convencionais e/ou com matérias residuais.
Também será criado um fator Iluc que passará a ser contabilizado na hora de calcular as emissões de gás carbônico dos biocombustíveis. Vale lembrar que, hoje, a Diretiva de Qualidade dos Combustíveis exige que os biocombustíveis reduzam as emissões em pelo menos 35% quando comparados às fontes fósseis. Agregar o Iluc nessa conta torna mais difícil atender essa exigência.
Embora os fabricantes de biodiesel tenham se posicionado contra as propostas tanto para a adoção do fator Iluc quanto para a criação do teto de mistura durante boa parte de sua tramitação, um comunicado emitido hoje pela Associação de Biocombustíveis Europeia (EBB, na sigla em inglês) saudou o acordo e garantiu que a entidade “apoia totalmente” a medida.
A nota aponta da EBB que, pelo texto acertado, o biodiesel fabricado na Europa deve ser considerado de isento ou de baixo risco para a contagem do fator Iluc e que as importações de biodiesel oriundas de países onde os problemas ambientais são mais agudos “caíram exponencialmente” o que “melhorou todos os indicadores ambientais do biodiesel”.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Segundo os proponentes do Iluc, a maior demanda por biocombustíveis leva a uma pressão para o aumento do plantio de culturas agrícolas com finalidades energéticas.
Está mais perto do fim a novela sobre a aceitação – ou não – do conceito de mudança indireta no uso da terra (Iluc, na sigla em inglês) nas políticas da União Europeia (UE) para biocombustíveis. Nesta sexta-feira (13), o Conselho Europeu conseguiu fechar uma proposta para incluir esse fator na Diretiva de Energias Renováveis e na Diretiva de Qualidade dos Combustíveis. O ponto mais polêmico dessa medida é a criação de um teto para o consumo de biocombustíveis convencionais.
Segundo os proponentes do Iluc, a maior demanda por biocombustíveis leva a uma pressão para o aumento do plantio de culturas agrícolas com finalidades energéticas. Essa ampliação pode acontecer sobre áreas de florestas ou sobre áreas agrícolas já consolidadas. No segundo caso, pode acontecer das culturas desalojadas para dar lugar ao plantio de energéticos avançar sobre áreas de floresta. O conceito de Iluc exige que o segundo caso também seja levado em conta na hora de calcular as emissões de carbono dos biocombustíveis – há casos em que, dependendo da forma como Iluc é contabilizado, os biocombustíveis se tornam mais sujos do que suas versões fósseis.
O problema é que, até agora, ninguém concordava em como fazer essa contabilidade. No final do ano passado, tanto o Conselho Europeu já havia tentado fechar uma proposta que nesse sentido, mas sem sucesso. É isso o que o texto fechado hoje vem resolver. Ele não apenas reconhece que o Iluc é uma realidade comprovada como, ainda por cima, determina que os países do bloco devem fazer a transição dos biocombustíveis da 1ª geração – mais afetados pelo fenômeno – para os de 2ª geração.
Teto
A medida mais prática desse acordo está na criação de um limite para o uso de biocombustíveis de 1ª geração. A Diretiva de Energias Renováveis adotada em 2009 pela UE estabelece que os países do bloco terão até 2020 para que 10% de toda a energia consumida no setor de transportes venha de fontes renováveis, os biocombustíveis convencionais só poderão contar para o cumprimento de 7% da meta.
Nas metas de energias renováveis no setor de transportes também passa a constar a exigência de pelo menos 0,5% de biocombustíveis de 2ª geração – aqueles fabricados a partir de fontes de biomassa não convencionais e/ou com matérias residuais.
Também será criado um fator Iluc que passará a ser contabilizado na hora de calcular as emissões de gás carbônico dos biocombustíveis. Vale lembrar que, hoje, a Diretiva de Qualidade dos Combustíveis exige que os biocombustíveis reduzam as emissões em pelo menos 35% quando comparados às fontes fósseis. Agregar o Iluc nessa conta torna mais difícil atender essa exigência.
Embora os fabricantes de biodiesel tenham se posicionado contra as propostas tanto para a adoção do fator Iluc quanto para a criação do teto de mistura durante boa parte de sua tramitação, um comunicado emitido hoje pela Associação de Biocombustíveis Europeia (EBB, na sigla em inglês) saudou o acordo e garantiu que a entidade “apoia totalmente” a medida.
A nota aponta da EBB que, pelo texto acertado, o biodiesel fabricado na Europa deve ser considerado de isento ou de baixo risco para a contagem do fator Iluc e que as importações de biodiesel oriundas de países onde os problemas ambientais são mais agudos “caíram exponencialmente” o que “melhorou todos os indicadores ambientais do biodiesel”.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com