O governo da Malásia deverá lançar um esquema de certificação para seu óleo de palma ainda este ano.
Já faz algum tempo que o governo da Malásia vem estudando lançar o seu próprio certificado para atestar a sustentabilidade do óleo de palma produzido em seu território. Segundo o Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOC) – órgão governamental que trata desse segmento – o lançamento do novo certificado acontecerá ainda este ano. A informação foi divulgada nessa segunda-feira (10) no portal da agência de notícias do governo.
Segundo o ministro da Indústria de Plantações e Commodities, Datuk Amar Douglas Uggah, a certificação – que será chamadas de Malaysian Sustainable Palm Oil (MSPO) –já se encontra em fase avançada de implementação. Entretanto, ele diz não saber quando efetivamente isso ocorrerá.
Já faz algum tempo que o governo da Malásia vem estudando lançar o seu próprio certificado para atestar a sustentabilidade do óleo de palma produzido em seu território. Segundo o Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOC) – órgão governamental que trata desse segmento – o lançamento do novo certificado acontecerá ainda este ano. A informação foi divulgada nessa segunda-feira (10) no portal da agência de notícias do governo.
Segundo o ministro da Indústria de Plantações e Commodities, Datuk Amar Douglas Uggah, a certificação – que será chamadas de Malaysian Sustainable Palm Oil (MSPO) –já se encontra em fase avançada de implementação. Entretanto, ele diz não saber quando efetivamente isso ocorrerá.
Ainda de acordo com Uggah, na fase inicial, o processo de certificação oficial do governo será introduzido numa base voluntária de plantadores de dendezais. Mas, no longo prazo, a ideia estendê-lo a todos os produtores de óleo de palma do país.
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A criação de uma certificação própria pelo governo malaio tem um propósito muito claro: imprimir maior credibilidade ao óleo de palma produzido no país. Com isso, o governo espera ampliar o acesso de seu produto nos principais mercados de exportação como a União Europeia, Estados Unidos e Austrália. A Malásia é o segundo maior produtor de óleo de dendê do mundo atrás apenas da Indonésia.
"O selo pode facilitar o comércio e melhorar a pontuação do óleo de palma da Malásia", acredita Tan Sri Dr Yusof Basiron, CEO do MPOC.
Um dos principais motivos para esse movimento está associada ao histórico ambiental nada louvável a indústria. O plantio da palma é visto como o principal vetor de desmatamento de florestas no Sudeste Asiático. O novo esquema nacional de certificação seria uma forma de tentar rebater as críticas vindas principalmente de ONGs ambientalistas. A relação entre o governo malaio e as ONGs não é nada boa. Em sua página da internet, o MPOC chegou a publicar um artigo no qual classificou como “ridícula” a campanha promovida pela instituição, sugerindo que os ativistas recebiam dinheiro de ministérios ambientais da União Europeia para persegui-los.
Em 2010, a Indonésia, principal produtora mundial de óleo de palma, tomou a dianteira e criou seu próprio padrão de certificação.
O lançamento de certificados nacionais são vistos como uma tentativa criar alternativas a Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO). Lançado como uma iniciativa multissetorial que reunia ONGs, governos asiáticos e empresas do setor de palma, a RSPO quer ser o principal padrão internacional para o óleo de palma sustentável. Contudo, o sistema tem estado sob severas críticas – inclusive, por parte de algumas de suas das próprias OGNs que ajudaram a criá-lo. Uma das principais acusações reporta ao fato de a entidade fazer “vistas grossas” para ações de desmatamento de milhares de hectares de florestas tropicais executadas por produtores certificados.
Em baixa
A despeito da necessidade de se aumentar a confiança de seu produto no mercado internacional, o fato é que, em janeiro, os números relacionados ao óleo de palma vêm declinando na Malásia. A produção no país caiu 9,6%, ficando na casa de 1,5 milhão de toneladas. Com isso, os estoques atingiram o menor nível em três meses – uma queda de 2,6% em comparação a dezembro de 2013. O volume de exportação também apresentou retração de 9,9%, segundo levantamento do MPOC.
Por causa de ciclos de crescimento e da estação chuvosa, é esperada uma diminuição no ritmo de produção nos dendezais da Malásia. As exportações também tendem a serem menores, já que, nessa época, é inverno no Hemisfério Norte.
"Embora os estoques ficaram abaixo das estimativas, as exportações têm sido menores e isso vai limitar a alta dos preços", ameniza Chandran Sinnasamy, chefe de operações da LT International Futures Sdn., consultoria de mercados futuros situada na capital malaia . "Os estoques podem cair cerca de 3% este mês por causa da queda de produção", prevê.
Apesar desses aspectos atuarem como justificativas plausíveis para uma performance mais acanhada, persiste a preocupação de que as exportações podem cair mais com o aumento da oferta de óleos alimentícios alternativos, que poderiam reduzir o apelo do óleo de palma como matéria-prima para abastecer a indústria de biocombustíveis.
Segundo um levantamento realizado pela Bloomberg, a diferença entre o preço da tonelada do óleo de palma e do óleo de soja estreitou para US$ 79,53. No ano passado, essa discrepância ficava, em média, US$ 214,18 a tonelada.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Bernama (agência de notícias do governo da Malásia) e Bloomberg
Segundo o ministro da Indústria de Plantações e Commodities, Datuk Amar Douglas Uggah, a certificação – que será chamadas de Malaysian Sustainable Palm Oil (MSPO) –já se encontra em fase avançada de implementação. Entretanto, ele diz não saber quando efetivamente isso ocorrerá.
Já faz algum tempo que o governo da Malásia vem estudando lançar o seu próprio certificado para atestar a sustentabilidade do óleo de palma produzido em seu território. Segundo o Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOC) – órgão governamental que trata desse segmento – o lançamento do novo certificado acontecerá ainda este ano. A informação foi divulgada nessa segunda-feira (10) no portal da agência de notícias do governo.Segundo o ministro da Indústria de Plantações e Commodities, Datuk Amar Douglas Uggah, a certificação – que será chamadas de Malaysian Sustainable Palm Oil (MSPO) –já se encontra em fase avançada de implementação. Entretanto, ele diz não saber quando efetivamente isso ocorrerá.
Ainda de acordo com Uggah, na fase inicial, o processo de certificação oficial do governo será introduzido numa base voluntária de plantadores de dendezais. Mas, no longo prazo, a ideia estendê-lo a todos os produtores de óleo de palma do país.
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A criação de uma certificação própria pelo governo malaio tem um propósito muito claro: imprimir maior credibilidade ao óleo de palma produzido no país. Com isso, o governo espera ampliar o acesso de seu produto nos principais mercados de exportação como a União Europeia, Estados Unidos e Austrália. A Malásia é o segundo maior produtor de óleo de dendê do mundo atrás apenas da Indonésia.
"O selo pode facilitar o comércio e melhorar a pontuação do óleo de palma da Malásia", acredita Tan Sri Dr Yusof Basiron, CEO do MPOC.
Um dos principais motivos para esse movimento está associada ao histórico ambiental nada louvável a indústria. O plantio da palma é visto como o principal vetor de desmatamento de florestas no Sudeste Asiático. O novo esquema nacional de certificação seria uma forma de tentar rebater as críticas vindas principalmente de ONGs ambientalistas. A relação entre o governo malaio e as ONGs não é nada boa. Em sua página da internet, o MPOC chegou a publicar um artigo no qual classificou como “ridícula” a campanha promovida pela instituição, sugerindo que os ativistas recebiam dinheiro de ministérios ambientais da União Europeia para persegui-los.
Em 2010, a Indonésia, principal produtora mundial de óleo de palma, tomou a dianteira e criou seu próprio padrão de certificação.
O lançamento de certificados nacionais são vistos como uma tentativa criar alternativas a Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO). Lançado como uma iniciativa multissetorial que reunia ONGs, governos asiáticos e empresas do setor de palma, a RSPO quer ser o principal padrão internacional para o óleo de palma sustentável. Contudo, o sistema tem estado sob severas críticas – inclusive, por parte de algumas de suas das próprias OGNs que ajudaram a criá-lo. Uma das principais acusações reporta ao fato de a entidade fazer “vistas grossas” para ações de desmatamento de milhares de hectares de florestas tropicais executadas por produtores certificados.
Em baixa
A despeito da necessidade de se aumentar a confiança de seu produto no mercado internacional, o fato é que, em janeiro, os números relacionados ao óleo de palma vêm declinando na Malásia. A produção no país caiu 9,6%, ficando na casa de 1,5 milhão de toneladas. Com isso, os estoques atingiram o menor nível em três meses – uma queda de 2,6% em comparação a dezembro de 2013. O volume de exportação também apresentou retração de 9,9%, segundo levantamento do MPOC.
Por causa de ciclos de crescimento e da estação chuvosa, é esperada uma diminuição no ritmo de produção nos dendezais da Malásia. As exportações também tendem a serem menores, já que, nessa época, é inverno no Hemisfério Norte.
"Embora os estoques ficaram abaixo das estimativas, as exportações têm sido menores e isso vai limitar a alta dos preços", ameniza Chandran Sinnasamy, chefe de operações da LT International Futures Sdn., consultoria de mercados futuros situada na capital malaia . "Os estoques podem cair cerca de 3% este mês por causa da queda de produção", prevê.
Apesar desses aspectos atuarem como justificativas plausíveis para uma performance mais acanhada, persiste a preocupação de que as exportações podem cair mais com o aumento da oferta de óleos alimentícios alternativos, que poderiam reduzir o apelo do óleo de palma como matéria-prima para abastecer a indústria de biocombustíveis.
Segundo um levantamento realizado pela Bloomberg, a diferença entre o preço da tonelada do óleo de palma e do óleo de soja estreitou para US$ 79,53. No ano passado, essa discrepância ficava, em média, US$ 214,18 a tonelada.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Bernama (agência de notícias do governo da Malásia) e Bloomberg