
As suspeitas externadas pelo mercado, ainda no final do ano passado, sobre a capacidade da Indonésia de cumprir o cronograma de implementação do B10 começam a ganhar mais credibilidade com a revelação por parte do governo do país sobre a adição de um volume baixíssimo de biodiesel ao diesel neste primeiro trimestre.
As suspeitas externadas pelo mercado, ainda no final do ano passado, sobre a capacidade da Indonésia de cumprir o cronograma de implementação do B10 começam a ganhar mais credibilidade com a revelação por parte do governo do país sobre a adição de um volume baixíssimo de biodiesel ao diesel neste primeiro trimestre.
Segundo o diretor para bioenergia do Ministério de Recursos Minerais e de Energia da Indonésia, Dadan Kusdiana, foram misturados ao diesel fóssil apenas 350 mil m³ de biodiesel. O volume representa está muito abaixo da meta fixada pelo governo, que é de 4 milhões m³ de biodiesel ao diesel em todo o ano.
O diretor-geral do Ministério de Energia Renovável, Rida Mulyana, já admitiu que o governo já perdeu as esperanças de conseguir cumprir o objetivo de uso da mistura traçado para este ano.
Fatores
O diretor-geral do Ministério de Energia Renovável atribuiu a baixa assimilação de um maior do uso de biodiesel a duas questões preponderantes. A primeira versa sobre a falta da logística necessária, especialmente na parte oriental do país, para abastecer as mais de 17,5 mil ilhas que formam a Indonésia.
A Pertamina, petrolífera estatal, está investindo na construção de 44 terminais em todo o país para canalizar a mistura do biodiesel ao diesel e, assim, contornar em parte o problema.
A segunda causa diz respeito ao insucesso da concorrência lançada pela Pertamina para a aquisição do biodiesel necessário ao cumprimento do novo mercado mandatório. Em setembro, a estatal foi encarregada de adquirir 6,6 bilhões de litros de biodiesel para assegurar o cumprimento da nova mistura neste biênio. Até agora, só conseguiu comprar 45% do volume necessário (2,9 bilhões de litros).
Uma das principais explicações para a baixa aquisição está na política de precificação estabelecida para a concorrência. Nas duas rodadas anteriores da licitação, o preço do biodiesel foi pautado no valor do MOPS — uma cotação de referência para combustíveis fósseis negociados no mercado de Singapura. Contudo, nos últimos anos, o valor do diesel MOPS vem se mantendo abaixo do que o mercado pagaria pela principal matéria-prima do biodiesel indonésio, o óleo de palma.
Na tentativa de aumentar as chances de êxito no terceiro concurso que a Pertamina promoverá, o governo propôs que, desta vez, o preço do biodiesel seja fixado por meio de uma fórmula que leva em conta tanto o valor MOPS quanto a cotação de exportação do óleo de palma.
"As propostas devem ser concluídas em maio ou junho para que possamos voltar ao planejado e atingir a meta prevista para o segundo semestre", disse Mulyana.
Cátia Franco - BiodieselBR.com
Com informações The Jakarta Post
As suspeitas externadas pelo mercado, ainda no final do ano passado, sobre a capacidade da Indonésia de cumprir o cronograma de implementação do B10 começam a ganhar mais credibilidade com a revelação por parte do governo do país sobre a adição de um volume baixíssimo de biodiesel ao diesel neste primeiro trimestre.
Segundo o diretor para bioenergia do Ministério de Recursos Minerais e de Energia da Indonésia, Dadan Kusdiana, foram misturados ao diesel fóssil apenas 350 mil m³ de biodiesel. O volume representa está muito abaixo da meta fixada pelo governo, que é de 4 milhões m³ de biodiesel ao diesel em todo o ano.
O diretor-geral do Ministério de Energia Renovável, Rida Mulyana, já admitiu que o governo já perdeu as esperanças de conseguir cumprir o objetivo de uso da mistura traçado para este ano.
Fatores
O diretor-geral do Ministério de Energia Renovável atribuiu a baixa assimilação de um maior do uso de biodiesel a duas questões preponderantes. A primeira versa sobre a falta da logística necessária, especialmente na parte oriental do país, para abastecer as mais de 17,5 mil ilhas que formam a Indonésia.
A Pertamina, petrolífera estatal, está investindo na construção de 44 terminais em todo o país para canalizar a mistura do biodiesel ao diesel e, assim, contornar em parte o problema.
A segunda causa diz respeito ao insucesso da concorrência lançada pela Pertamina para a aquisição do biodiesel necessário ao cumprimento do novo mercado mandatório. Em setembro, a estatal foi encarregada de adquirir 6,6 bilhões de litros de biodiesel para assegurar o cumprimento da nova mistura neste biênio. Até agora, só conseguiu comprar 45% do volume necessário (2,9 bilhões de litros).
Uma das principais explicações para a baixa aquisição está na política de precificação estabelecida para a concorrência. Nas duas rodadas anteriores da licitação, o preço do biodiesel foi pautado no valor do MOPS — uma cotação de referência para combustíveis fósseis negociados no mercado de Singapura. Contudo, nos últimos anos, o valor do diesel MOPS vem se mantendo abaixo do que o mercado pagaria pela principal matéria-prima do biodiesel indonésio, o óleo de palma.
Na tentativa de aumentar as chances de êxito no terceiro concurso que a Pertamina promoverá, o governo propôs que, desta vez, o preço do biodiesel seja fixado por meio de uma fórmula que leva em conta tanto o valor MOPS quanto a cotação de exportação do óleo de palma.
"As propostas devem ser concluídas em maio ou junho para que possamos voltar ao planejado e atingir a meta prevista para o segundo semestre", disse Mulyana.
Cátia Franco - BiodieselBR.com
Com informações The Jakarta Post