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Pesquisa atesta viabilidade de misturas acima de 5% no óleo de calefação

BioheatNY 200114Pesquisas realizadas no estado de Nova York atestam que o óleo de calefação pode ser misturado com mais de 5% de biodiesel sem problemas.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Embora não seja um mercado comum aqui no Brasil, logo o óleo de calefação pode se tornar um foco de demanda para a indústria de biodiesel. Uma pesquisa realizada recentemente pela National Oilheat Research Alliance (NORA) – Aliança Nacional de Pesquisas de Óleo de Aquecimento, em tradução livre do inglês – e pelo Laboratório Nacional de Brookhaven chancelou o uso de misturar contendo mais de 5% de biodiesel.

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Embora não seja um mercado comum aqui no Brasil, logo o óleo de calefação pode se tornar um foco de demanda para a indústria de biodiesel. Uma pesquisa realizada recentemente pela National Oilheat Research Alliance (NORA) – Aliança Nacional de Pesquisas de Óleo de Aquecimento, em tradução livre do inglês – e pelo Laboratório Nacional de Brookhaven chancelou o uso de misturar contendo mais de 5% de biodiesel.

A cidade de Nova York já adota a mistura de 2% de biodiesel ao óleo de calefação e existe uma lei, aprovada pela Assembleia e Senado de Nova Iorque, para que essa mistura seja usado em todo estado norte-americano.

Para chegar a essa conclusão, a NORA e o Laboratório de Brookhaven observaram cerca de 35 mil edifícios cujas residências fizeram uso de misturas com teor superior a 5% de biodiesel em seus sistemas de calefação. Não foram registrados problemas.

Alertas
A NORA observa que, no estudo, o biodiesel utilizado para a mistura é o que atende às especificações da norma ASTM D6751 – estabelecida pela American Society for Testing and Materials (ASTM). Segundo a entidade, esse é o biocombustível indicado para a mistura ao óleo de calefação, pois foi “concebido para assegurar uma adição segura e eficiente ao óleo de aquecimento e ao diesel”.

A NORA adverte ainda para a necessidade dos fornecedores por atacado e comerciantes de varejo estarem convictos de que o Bioheat – denominação comercial para misturas entre biodiesel ao óleo usado em sistemas de aquecimento residenciais – que disponibilizam para a venda é ideal para as temperaturas em que serão armazenados e usados. Dependendo da matéria-prima com a qual foi produzido, o biodiesel pode ser afetado por baixas temperaturas. O uso de aditivos apropriados na mistura pode ajudar a contornar o problema, diz a entidade.   

Da mesma forma, a presença de água também pode favorecer a contaminação microbiana do biocombustível, ativando um processo de degradação. A entidade recomenda como fundamental a realização de vistorias e manutenções periódicas dos tanques de combustíveis existentes nos sistemas de calefação.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Biodiesel Magazine
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