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Parlamento dos EUA inicia cabo de guerra em torno de biocombustíveis

EUALeiAntiRFS 090215Um grupo de parlamentares dos EUA vai reapresentar o texto de uma lei que pretende reduzir a misutra de biocombustíveis no país.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A briga entre a indústria de petróleo e de biocombustíveis nos Estados Unidos está prestes a ganhar mais uma frente de batalha. Um grupo de parlamentares norte-americanos vai representar o texto do chamado Ato de Reforma da RFS que pretende reduzir as exigências do Renewable Fuel Standard (RFS) – regra que determina os volumes de combustíveis renováveis as petroleiras do país precisam adicionar a seus produtos. A notícia foi recebida com uma verdadeira declaração de guerra por grupos ambientalistas e entidades do setor de biocombustíveis.

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A briga entre a indústria de petróleo e de biocombustíveis nos Estados Unidos está prestes a ganhar mais uma frente de batalha. Um grupo de parlamentares norte-americanos vai reapresentar o texto do chamado Ato de Reforma da RFS que pretende reduzir as exigências do Renewable Fuel Standard (RFS) – regra que determina os volumes de combustíveis renováveis as petroleiras do país precisam adicionar a seus produtos. A notícia foi recebida com uma verdadeira declaração de guerra por grupos ambientalistas e entidades do setor de biocombustíveis.

Em 2013, um texto similar já havia sido repelido pelo Congresso dos EUA. Mas, animado pela vitória obtida pelo Partido Republicano nas eleições parlamentares de novembro passado, o principal proponente da media original, o deputado republicano Bob Goodlatte, antecipou à Reuters que vai retornar o projeto. “Com o novo Congresso, vamos voltar à toda carga”, disse o parlamentar à agência de notícias.

O texto de então – que provavelmente servirá como base para a nova proposta – queria limitar a mistura de etanol à gasolina a 10% eliminando a possibilidade de misturas maiores possíveis pela regra atual. Também seriam impostos limites mais estritos aos volumes de biocombustíveis exigidos pela RFS condicionando a demanda à comprovação de oferta firme por parte dos produtores. 

No formato atual da lei, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) tem autonomia para fixar metas um pouco mais altas do que a capacidade produtiva da indústria como uma forma de estimular o crescimento. 

Antes mesmo da nova investida ser anunciada, já havia uma pressão importante para que a EPA revisse para baixo as metas da RFS. Tanto que, até agora, as metas que deveriam ter valido para o ano passado não foram oficializadas justamente por causa da polêmica em torno dos números finais para obrigatoriedade do etanol e do biodiesel.

As associações do setor de biocombustíveis iniciaram imediatamente sua contraofensiva. O CEO da Associação dos Combustíveis Renováveis, Bob Dinneen, ressaltou que a indústria de biocombustíveis movimenta US$ 44 bilhões por ano e dá sustentação para 400 mil empregos. “O deputado Goodlatee colocaria tudo isso e risco para proteger o monopólio das grandes corporações do setor do petróleo”, atacou.

Cabo de guerra
Não é de hoje que a indústria do petróleo vem manobrando para tentar se desfazer do RFS. Em 2013, o Instituto Americano do Petróleo (API) chegou a apelar para uma campanha televisiva para reforçar seu poder de lobby.

O setor de biocombustíveis topou a briga. Tanto que a indústria do biodiesel lançou duas campanhas publicitárias. Uma em junho de 2013 e a segunda em janeiro do ano passado. 

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Biofuelsdigest
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