NBB quer reverter decisão de facilita biodiesel Argentino nos EUA
Maior associação de fabricantes dos EUA, o NBB iniciou movimentação para reverter a decisão que facilita a importação de biodiesel da Argentina.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Maior associação de fabricantes de biodiesel dos Estados Unidos, o National Biodiesel Board (NBB) iniciou na semana passada uma movimentação para tentar reverter a decisão do governo norte-americano que facilita a importação de biodiesel fabricado na Argentina.
Maior associação de fabricantes de biodiesel dos Estados Unidos, o National Biodiesel Board (NBB) iniciou na semana passada uma movimentação para tentar reverter a decisão do governo norte-americano que facilita a importação de biodiesel fabricado na Argentina.
A decisão foi anunciada no final de janeiro pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês). Ela acata uma solicitação feita em 2012 pela Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio) para que os dados gerados pelo Programa de Rastreamento de Biomassa Alternativa fossem reconhecidos pelo governo norte-americano.
Isso permitiria que os fabricantes de nosso país vizinho comprovem que a biomassa usada na produção de seu biodiesel foi cultivada em áreas agrícolas abertas antes de dezembro de 2007 – limite exigido pela lei dos EUA – o que abriria as portas do mercado dos Estados Unidos ao produto importado que poderia ser contabilizado pelas petroleiras norte-americanas para o cumprimento de obrigações relativas ao Renewable Fuel Standard (RFS).
A decisão irritou os fabricantes norte-americanos que estão pedindo que a EPA reconsidere a decisão que, segundo eles, foi tomada sem a devida transparência e discussão pública.
“Temos sérias dúvidas sobre como os produtores argentinos irão certificar que seus produtos atendem aos requisitos de sustentabilidade (...) e sobre se os fabricantes norte-americanos operam sob regulações mais rígidas”, reclamou a vice-presidente de assuntos federais da NBB, Anne Steckel. Para ela parte da matéria-prima usada por produtores argentinos vem de outros países sul-americanos o que dificultaria o rigor na rastreabilidade da biomassa.
Crise
A NBB reclama ainda que a indústria local se encontra num momento de crise provocada justamente pela demora da EPA em definir os volumes do RFS – as metas que deveriam ter valido para o ano passado não foram publicadas até agora.
“A entrada de biodiesel argentino só exacerbaria os problemas da indústria doméstica no pior momento possível”, completa Steckel.
A NBB estima que as importações anuais de biodiesel argentina poderia somar até 2,27 bilhões de litros. O mercado norte-americano ronda a marca dos 6,6 bilhões de litros anuais.