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Indústria do petróleo dos EUA inicia campanha contra biocombustíveis

lobby eua_160113A indústria petrolífera norte-americana está começando uma campanha de lobby contra a mistura obrigatória de biocombustíveis.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
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A indústria petrolífera norte-americana está começando uma campanha de lobby contra a mistura obrigatória de biocombustíveis.


A poderosa indústria petrolífera norte-americana nunca esteve entre as maiores fãs do Renewable Fuel Standart (RSF), a política da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos que obriga as refinarias a misturarem uma parcela de combustíveis renováveis em seus produtos. Mas até agora elas vinham tolerando a medida. Não mais. Nessa terça-feira (15), o Instituto Americano do Petróleo (API) – principal braço de lobby da indústria – iniciou uma campanha nacional com o objetivo de pressionar o governo a acabar de vez com o RSF.

A parte mais visível da estratégia é uma série de anúncios televisivos ressaltando a importância econômica das refinarias norte-americanas, peças publicitárias também estão sendo veiculadas nas rádios e jornais. A API não informou quanto está gastando com a campanha.

Durante conferência com jornalistas, a gerente sênior da organização, Cindy Schild, informou que a decisão de partir para o enfrentamento foi tomada em novembro e será uma das prioridades da API para 2013. A entidade quer que o congresso norte-americano acabe com a mistura obrigatória de etanol e biodiesel nos combustíveis consumidos nos Estados Unidos. A meta da EPA é que o país chegue em 2022 consumindo 136,3 bilhões de litros de combustíveis renováveis, em 2012 o consumo foi de quase 50 bilhões de litros.

Um das maiores reclamações da indústria petrolífera está no fato do RSF incluir exigências relacionadas ao consumo de etanol celulósico – biocombustível de segunda geração que ainda não está comercialmente disponível. Durante um evento na semana passada, o presidente da API, Jack Gerard, qualificou essa exigência em particular de “a epítome políticas públicas ruins”.

Reação
O presidente a Associação dos Combustíveis Renováveis dos EUA, Bob Dinneen, saiu em defesa do RSF que, em sua opinião, é um “sucesso comprovado”. “Biocombustíveis devem ser parte de qualquer solução nacional para a independência energética e a criação de empregos. Mesmo que as petrolíferas não gostem”, comentou.

Esse não foi o primeiro salvo da batalha que se anuncia. Em novembro passado, outra entidade do setor de petróleo, a American Fuel and Petrochemical Manufactures, entrou na justiça contra a determinação do EPA de aumentar o volume exigido de biodiesel de 3,8 bilhões de litros em 2012 para 4,8 bilhões de litros em 2013.

Em 2011, os Estados Unidos se tornaram os maiores fabricantes mundiais de biodiesel.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações: Fuelfix.com e The Hill
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