Com crescimento robusto na produção de diesel verde, biodiesel convencional perdeu parte do espaço no mercado norte-americano
Apesar das turbulências na política, a indústria de biocombustíveis dos Estados Unidos segue crescendo. Durante o primeiro semestre (1S) do ano, os fabricantes de diesel de biomassa norte-americanos colocaram um total de 8,77 milhões de m³ no mercado – cerca de 3 milhões de m³ de biodiesel e mais 5,72 milhões de m³ de diesel verde –, o que representou um acréscimo de aproximadamente 14,8% sobre o volume contabilizado pela Administração de Informação de Energia (EIA) entre janeiro e fevereiro de 2023.
Esse crescimento, contudo, não beneficiou igualmente os dois setores do mercado. Enquanto os fabricantes e importadores de diesel verde viram suas vendas darem um salto de expressivos 27,8%, os produtores de biodiesel convencional perderam espaço, com consumo 3,6% menor do que na primeira metade do ano passado.
Apesar das turbulências na política, a indústria de biocombustíveis dos Estados Unidos segue crescendo. Durante o primeiro semestre (1S) do ano, os fabricantes de diesel de biomassa norte-americanos colocaram um total de 8,77 milhões de m³ no mercado – cerca de 3 milhões de m³ de biodiesel e mais 5,72 milhões de m³ de diesel verde –, o que representou um acréscimo de aproximadamente 14,8% sobre o volume contabilizado pela Administração de Informação de Energia (EIA) entre janeiro e fevereiro de 2023.
Esse crescimento, contudo, não beneficiou igualmente os dois setores do mercado. Enquanto os fabricantes e importadores de diesel verde viram suas vendas darem um salto de expressivos 27,8%, os produtores de biodiesel convencional perderam espaço, com consumo 3,6% menor do que na primeira metade do ano passado.
Não faz muito tempo, o biodiesel dominava o mercado norte-americano. A produção de diesel verde só começou a engrenar de fato depois de 2020; nos últimos quatro anos, no entanto, a produção das biorrefinarias teve um verdadeiro boom, com crescimento de espetaculares 475% na comparação entre o 1S de 2024 e o 1S de 2020.
Nesse mesmo período, a produção de biodiesel patinou. Ela variou de 3,59 milhões de m³ no 2S de 2020 a 2,90 milhões de m³ no 1S de 2022 – com uma média de 3,22 milhões de m³ por semestre.
Importações
Uma parte considerável do mercado norte-americano de biodiesel comum tem sido suprida com importações. No último semestre, entraram no país um pouco menos de 1,03 milhão de m³ do produto – 542 mil m³ no 1T e 485,1 mil m³ no 2T. Descontados os 329,5 mil m³ exportados, o saldo ficou negativo em aproximadamente 697,5 mil m³.
Sem esse volume adicional de biodiesel, o mercado não teria dado conta de atender a demanda interna por biodiesel convencional, que somou 3,77 milhões de m³.
Menos usinas
A pressão sobre o mercado de biodiesel dos EUA tem levado a um enxugamento no parque produtivo. De acordo com o EIA, as 56 usinas ativas do país têm capacidade para fabricar cerca de 1,9 milhão de m³ de biodiesel por trimestre. Trata-se da menor capacidade instalada para o setor em um histórico que remonta a 2012.
A capacidade produtiva de biodiesel convencional dos Estados Unidos tem encolhido de forma consistente desde o 3º trimestre (3T) de 2021, com perdas que somam 17,6% no período.
Embora somem apenas 22 unidades produtivas em funcionamento, a capacidade de produção de diesel verde se multiplicou por 6 desde a primeira divulgação pela EIA em 2021. O setor encerrou o último trimestre com uma base produtiva de 4,29 milhões de m³ por trimestre.
Mesmo assim, não tem sido o bastante para atender toda a demanda, que, no primeiro semestre, passou dos 6,5 milhões de m³, o que obrigou os EUA a importarem mais de 890,1 mil m³ de diesel verde.
Nível recorde
Somando as demandas de biodiesel e de diesel verde, os norte-americanos consumiram 9,82 milhões de m³ para uma demanda de diesel de aproximadamente 109,1 milhões de m³.
No último trimestre, os combustíveis renováveis ficaram com uma fatia de 9,7% da demanda norte-americana total. Este foi o maior nível de mistura médio para o mercado dos EUA desde o começo dos anos 2000.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com