A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) do governo norte-americano divulgou ontem (18) os novos números das metas para o Renewable Fuel Standard (RFS). A publicação ocorreu pouco mais de um mês depois da agência ter apresentado sua proposta inicial à Casa Branca que teria até 90 dias para estuda-la.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) do governo norte-americano divulgou ontem (18) os novos números das metas para o Renewable Fuel Standard (RFS). A publicação ocorreu pouco mais de um mês depois da agência ter apresentado sua proposta inicial à Casa Branca que teria até 90 dias para estuda-la.
Isso mostra que o governo norte-americano tem pressa de botar seu programa de biocombustíveis novamente nos trilhos. A última atualização das metas anuais saiu com dois anos de atraso de atraso. Ao contrário do que acontece no Brasil e em muitos outros países onde o uso de biocombustíveis é fixado como um percentual do volume de combustíveis fósseis consumidos, nos EUA as metas são fixadas por volume estabelecidos anualmente.
Os números atuais ainda são preliminares. A proposta ainda vai passar por um período de consulta publíca e ainda pode ser modificada.
No caso do biodiesel, a proposta da EPA é que as distribuidoras sejam obrigadas a misturar um total de 7,95 bilhões de litros. Isso presenta um acréscimo de pouco menos 378,5 milhões de litros – 5% – sobre a meta de 2017.
O acréscimo foi considerado “modesto” pela Associação Nacional do Biodiesel (NBB) – que reúne fabricantes do biocombustível – cuja vice-presidente de assuntos federais, Anne Steckel, declarou que essa é uma “oportunidade perdida” e que a indústria teria plenas condições para fornecer praticamente 9,1 bilhões de litros. “Temos matérias-primas e capacidade produtiva até para superar”, disse em nota pública à imprensa. “Precisamos de ousadia”, resumiu.
Apesar disso, a entidade elogiou o comprometimento da EPA em manter o cronograma de publicação de sua proposta e o fato da meta para o biodiesel ter apresentado alta.
Avançados
Embora o biodiesel tenha seu próprio mandato que precisa ser cumprido, na verdade, ele está sob guarda-chuva dos biocombustíveis avançados que foram fixados em 15,1 bilhões de litros de etanol equivalente para o ano que vem. Uma alta de 10,8% sobre o volume fixado para este ano.
Pegando a categoria dos avançados e subtraindo a parcela que já corresponde à meta do biodiesel [veja tabela], resta saldo que poderá engordar o mercado norte-americano de biodiesel em pouco menos de 2,2 bilhões de litros.

Todas as contas feitas, o mercado de biodiesel dos Estados Unidos para 2017 tem um potencial de vendas de 9,75 bilhões de litros.
Etanol
Para o etanol, a meta para o próximo ano é de 58,8 bilhões de litros. Um crescimento de aproximadamente de 1,5% o que não chegou a empolgar os fabricantes norte-americanos deste biocombustível. O presidente da Associação de Produtores de Milho e Trigo do Ohio, Chad Kemp, qualificou esse aumento como um “outro bloqueio que a EPA colocou no caminho de acesso ao mercado”
As perspectivas para o etanol celulósico são um pouco melhores com um avanço de 35,7% entre 2016 e 2017. A EPA espera que o mercado consuma até 1,2 bilhão de litros de biocombustíveis desta categoria no ano que vem.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) do governo norte-americano divulgou ontem (18) os novos números das metas para o Renewable Fuel Standard (RFS). A publicação ocorreu pouco mais de um mês depois da agência ter apresentado sua proposta inicial à Casa Branca que teria até 90 dias para estuda-la.
Isso mostra que o governo norte-americano tem pressa de botar seu programa de biocombustíveis novamente nos trilhos. A última atualização das metas anuais saiu com dois anos de atraso de atraso. Ao contrário do que acontece no Brasil e em muitos outros países onde o uso de biocombustíveis é fixado como um percentual do volume de combustíveis fósseis consumidos, nos EUA as metas são fixadas por volume estabelecidos anualmente.
Os números atuais ainda são preliminares. A proposta ainda vai passar por um período de consulta publíca e ainda pode ser modificada.
No caso do biodiesel, a proposta da EPA é que as distribuidoras sejam obrigadas a misturar um total de 7,95 bilhões de litros. Isso presenta um acréscimo de pouco menos 378,5 milhões de litros – 5% – sobre a meta de 2017.
O acréscimo foi considerado “modesto” pela Associação Nacional do Biodiesel (NBB) – que reúne fabricantes do biocombustível – cuja vice-presidente de assuntos federais, Anne Steckel, declarou que essa é uma “oportunidade perdida” e que a indústria teria plenas condições para fornecer praticamente 9,1 bilhões de litros. “Temos matérias-primas e capacidade produtiva até para superar”, disse em nota pública à imprensa. “Precisamos de ousadia”, resumiu.
Apesar disso, a entidade elogiou o comprometimento da EPA em manter o cronograma de publicação de sua proposta e o fato da meta para o biodiesel ter apresentado alta.
Avançados
Embora o biodiesel tenha seu próprio mandato que precisa ser cumprido, na verdade, ele está sob guarda-chuva dos biocombustíveis avançados que foram fixados em 15,1 bilhões de litros de etanol equivalente para o ano que vem. Uma alta de 10,8% sobre o volume fixado para este ano.
Pegando a categoria dos avançados e subtraindo a parcela que já corresponde à meta do biodiesel [veja tabela], resta saldo que poderá engordar o mercado norte-americano de biodiesel em pouco menos de 2,2 bilhões de litros.

Todas as contas feitas, o mercado de biodiesel dos Estados Unidos para 2017 tem um potencial de vendas de 9,75 bilhões de litros.
Etanol
Para o etanol, a meta para o próximo ano é de 58,8 bilhões de litros. Um crescimento de aproximadamente de 1,5% o que não chegou a empolgar os fabricantes norte-americanos deste biocombustível. O presidente da Associação de Produtores de Milho e Trigo do Ohio, Chad Kemp, qualificou esse aumento como um “outro bloqueio que a EPA colocou no caminho de acesso ao mercado”
As perspectivas para o etanol celulósico são um pouco melhores com um avanço de 35,7% entre 2016 e 2017. A EPA espera que o mercado consuma até 1,2 bilhão de litros de biocombustíveis desta categoria no ano que vem.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com