Usinas da Argentina bateram todos os seus recordes no 3º trimestre
A indústria de biodiesel da Argentina teve o melhor trimestre de sua história. As usinas bateram recordes na produção, exportação e na demanda interna.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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A indústria de biodiesel argentina está dando uma verdadeira prova sobre resiliência. Depois de ver seus níveis de produção afundarem depois que a União Europeia decidiu passar a taxar suas exportações, o setor está retomando o compasso. É o que mostram os mais recentes dados sobre a atividade da indústria recém-divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) sobre a produção no 3º trimestre.
A indústria de biodiesel argentina está dando uma verdadeira prova sobre resiliência. Depois de ver seus níveis de produção afundarem depois que a União Europeia decidiu passar a taxar suas exportações, o setor está retomando o compasso. É o que mostram os mais recentes dados sobre a atividade da indústria recém-divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) sobre a produção no 3º trimestre.
Os números revelam que as usinas do país vizinho tiveram o melhor trimestre de toda sua história com uma produção chegando a 878,8 mil toneladas – alta de 36,5% em relação ao período imediatamente anterior e 39,5% em relação ao 3º trimestre de 2013. O antigo recorde do setor havia sido registrado no 1º trimestre de 2012, quando a produção registrada foi de 710,5 mil toneladas.
Olhando para os números mensais, o resultado fica ainda mais animador. Desde julho, as usinas argentinas têm batido recordes sucessivos de produção mensal – 275, 278,3 e 295,4 mil toneladas respectivamente.
Exportações O bom resultado está sendo puxado principalmente pela volta triunfal da Argentina ao mercado exportador. No trimestre, as vendas externas somaram 571,5 mil toneladas. Esse é outro recorde. Antes disso, o melhor resultado havia sido registrado nos três últimos meses de 2011, quando foram embarcadas 478,3 mil toneladas do produto.
No caso das exportações, no entanto, os números mensais contam uma história um pouco mesmo otimista. Embora a produção venha subindo sem parar desde o mês de abril, ela atingiu seu pico em agosto quando foram exportadas 203 mil toneladas. Já em setembro o volume embarcado recuou 16,5% com 169,2 mil toneladas.
Mesmo assim, esse resultado é um alento e quebra com a noção de que a capacidade exportadora do país vizinho havia sido liquidada depois que a UE tornou permanente as tarifas antidumping para a Argentina – há exatamente um ano.
Embora o impacto nas exportações tenha sido brutal num primeiro momento – com uma retração de quase 80% no volume exportado entre o último trimestre de 2013 e o primeiro de 2014 – a performance do setor vem se recuperando desde maio quando a Casa Rosada anunciou um pacote de ajuda à indústria que incluiu, entre outras medidas, corte nos impostos cobrados em cima das exportações do biocombustível.
Mercado interno A demanda interna também está em crescimento. Entre julho e setembro, 280,4 mil toneladas foram consumidas pelas distribuidoras argentinas para atender ao mercado de mistura obrigatória. Esse é mais um recorde trimestral.
Até agora, o país já consumiu 685 mil toneladas do produto. Se a média mensal registrada até agora – de 76,1 mil toneladas – for mantida até o final do ano, a demanda em 2014 superará a marca das 910 mil toneladas.