
Apesar da dura rasteira que levou da União Europeia no final de 2013, a indústria de biodiesel da Argentina conseguiu dar a volta por cima e encerrou o ano passado com resultados a comemorar. Em 2014, o país bateu recorde de produção, superando a marca registrada em 2012.

Apesar da dura rasteira que levou da União Europeia no final de 2013, a indústria de biodiesel da Argentina conseguiu dar a volta por cima e encerrou o ano passado com resultados a comemorar. Em 2014, o país bateu recorde de produção, superando a marca registrada em 2012.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) do governo argentino, em todo o ano passado foram fabricados 2,58 milhões de toneladas do biocombustível. Esse volume é quase 29,5% maior que o produzido em 2013, quando a Argentina fabricou 1,99 milhão de toneladas.
Exportação
As exportações, com 1,56 milhão de toneladas, também se saíram bem com um crescimento de 37,4% sobre 2013, ano no qual a produção do país naufragou. Contudo, nesse caso o recorde do país não chegou a ser superado – em 2011 a Argentina exportou 1,68 milhão de toneladas de biodiesel.
Ao menos em parte, a retomada nas exportações pode ser creditada ao governo Argentina. Em maio passado, a Casa Rosada cortou as tarifas pagas pelas usinas para embarcar seu produto.
Reaceleração
O setor, que abriu 2014 em ritmo mais lento, com a produção mensal abaixou de 150 mil toneladas.
A partir de maio, as usinas engataram a segunda marcha acelerando até atingir, em outubro, o seu ápice de produção. Naquele mês, foram produzidas 308,8 mil toneladas de biodiesel o que faz dele o recordista não só do ano passado, mas em todo o histórico mantido pelo Indec.
Outubro de 2014 também teve exportações particularmente fortes, com vendas ao mercado externo da ordem de 241,2 mil toneladas. Outro recorde histórico para o setor.
Nos meses seguintes, a produção começou a declinar, despencando em dezembro para 167 mil toneladas.
O volume de biodiesel enviado pela Argentina ao exterior também caiu nos dois últimos meses de 2014. A queda mais pronunciada foi de outubro para novembro, quando as remessas caíram pela metade. Em dezembro, as exportações se mantiveram praticamente estáveis.
Cátia Franco – BiodieselBR.com