Em busca de mercados alternativos para compensar o espaço que perdeu na União Europeia, a Argentina está apostando nos Estados Unidos. Segundo dados das importações do país até novembro recém divulgados pelo Departamento de Comércio do governo norte-americano.
Em busca de mercados alternativos para compensar o espaço que perdeu na União Europeia, a Argentina está apostando nos Estados Unidos. Segundo dados das importações do país até novembro recém divulgados pelo Departamento de Comércio do governo norte-americano.
Nossos vizinhos já vêm exportando para os EUA com relativa regularidade desde 2013. Contudo, as vendas mensais se aceleraram a partir do final do primeiro bimestres. Pelos últimos cinco meses, a Argentina tem se mantido como a maior fornecedora externa de biodiesel para os Estados Unidos; superando o Canadá.
Os embarques somam pouco menos 75,4 mil toneladas no mês de novembro, um volume 88% maior do que o exportado no mesmo mês de 2014 – 40 mil toneladas. O faturamento das usinas argentinas com esse negócio chega a US$ 53,3 milhões no mês.
E esse não foi sequer o melhor resultado no ano. Em setembro, os argentinos venderam aos EUA quase 92 mil toneladas de biodiesel por US$ 63 milhões.
Entre janeiro e novembro, as vendas ultrapassam 538,4 mil toneladas que renderam R$ 392,9 milhões. Cerca de 73% desse total – tanto do valor quanto do volume – aconteceram no 2º semestre.
Faltando ainda o resultado de dezembro, esse já é o melhor ano para as exportações de biodiesel da Argentina para os Estados Unidos [veja tabela].

Sintomaticamente, a consolidação das vendas argentinas veio depois que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos garantiu igualdade de condições nas vendas das usinas dos dois países.
Queda
Apesar da alta nas vendas da Argentina, as importações de biodiesel dos Estados Unidos caíram em relação ao ano anterior. Na comparação entre novembro passado e o mesmo mês de 2014, a retração no volume importado foi de 29%.
Ainda assim, 2015 deve fechar com um recorde nas importações do biocombustível. Até novembro, as compras já haviam atingido 1,02 milhão de toneladas contra um recorde 1,1 milhão de toneladas em 2013.
As importações deverão se manter fortes ao longo de 2016 na esteira da publicação das metas de consumo de biodiesel até 2017 e da renovação de subsídios fiscais concedidos para a mistura de biocombustível.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Platts
Em busca de mercados alternativos para compensar o espaço que perdeu na União Europeia, a Argentina está apostando nos Estados Unidos. Segundo dados das importações do país até novembro recém divulgados pelo Departamento de Comércio do governo norte-americano.
Nossos vizinhos já vêm exportando para os EUA com relativa regularidade desde 2013. Contudo, as vendas mensais se aceleraram a partir do final do primeiro bimestres. Pelos últimos cinco meses, a Argentina tem se mantido como a maior fornecedora externa de biodiesel para os Estados Unidos; superando o Canadá.
Os embarques somam pouco menos 75,4 mil toneladas no mês de novembro, um volume 88% maior do que o exportado no mesmo mês de 2014 – 40 mil toneladas. O faturamento das usinas argentinas com esse negócio chega a US$ 53,3 milhões no mês.
E esse não foi sequer o melhor resultado no ano. Em setembro, os argentinos venderam aos EUA quase 92 mil toneladas de biodiesel por US$ 63 milhões.
Entre janeiro e novembro, as vendas ultrapassam 538,4 mil toneladas que renderam R$ 392,9 milhões. Cerca de 73% desse total – tanto do valor quanto do volume – aconteceram no 2º semestre.
Faltando ainda o resultado de dezembro, esse já é o melhor ano para as exportações de biodiesel da Argentina para os Estados Unidos [veja tabela].

Sintomaticamente, a consolidação das vendas argentinas veio depois que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos garantiu igualdade de condições nas vendas das usinas dos dois países.
Queda
Apesar da alta nas vendas da Argentina, as importações de biodiesel dos Estados Unidos caíram em relação ao ano anterior. Na comparação entre novembro passado e o mesmo mês de 2014, a retração no volume importado foi de 29%.
Ainda assim, 2015 deve fechar com um recorde nas importações do biocombustível. Até novembro, as compras já haviam atingido 1,02 milhão de toneladas contra um recorde 1,1 milhão de toneladas em 2013.
As importações deverão se manter fortes ao longo de 2016 na esteira da publicação das metas de consumo de biodiesel até 2017 e da renovação de subsídios fiscais concedidos para a mistura de biocombustível.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Platts