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Recuperação do mercado alemão de biodiesel perde impulso, exportações sobem

Vendas de biodiesel no mercado da Alemanha recuam 7,3% no primeiro trimestre de 2019

BiodieselBR.com 2 min de leitura

O ano de 2019 não começou particularmente bem para os fabricantes de biodiesel e de óleo vegetal hidrotratado (HVO) da Alemanha. Segundo dados recém-divulgados pelo Escritório Federal de Assuntos Econômicos e Controle de Exportações (Bafa, na sigla original), a demanda por alternativas renováveis ao diesel de petróleo durante o primeiro trimestre ficou 7,3% menor em relação ao volume movimentado em 2018. Foram, ao todo, 590,1 milhões de litros.

O ano de 2019 não começou particularmente bem para os fabricantes de biodiesel e de óleo vegetal hidrotratado (HVO) da Alemanha. Segundo dados recém-divulgados pelo Escritório Federal de Assuntos Econômicos e Controle de Exportações (Bafa, na sigla original), a demanda por alternativas renováveis ao diesel de petróleo durante o primeiro trimestre ficou 7,3% menor em relação ao volume movimentado em 2018. Foram, ao todo, 590,1 milhões de litros.

Trata-se o menor volume consumido num trimestre em dois anos. A última vez em a que a demanda dos alemães foi menor foi no primeiro trimestre de 2017 quando o mercado absorveu 567,5 milhões de litros.

 

 

O número soa ainda mais desanimador quando se considera que a demanda de diesel avançou 2,9% na comparação entre o primeiro trimestre desde ano e do ano passado. Com isso, a proporção de renováveis no diesel consumido na maior economia europeia cai de 6,2% entre janeiro e março do ano passado para 5,6% agora.

Água fria

O resultado joga um balde de água fria num mercado parecia estar ensaiando uma retomada.

O mercado alemão de alternativas ao diesel acaba de sair de seu terceiro ano consecutivo de crescimento com os 2,63 bilhões de litros consumidos garantindo à 2018 o melhor desempenho dos últimos seis anos.

Esse volume representou um pouco mais de 6% do diesel consumido no ano passado no país europeu

Exportações em alta

Se o mercado interno não deu boas notícias, o de exportação, por outro lado, viu um crescimento robusto.

Segundo informações da União para a Promoção de Plantas Oleaginosas e Proteicas (Ufop), nos primeiros três meses do ano as exportações das usinas alemãs cresceram cerca de um terço, atingindo a marca de 581,2 mil toneladas.

Desse total, 87% foram para países da União Europeia, sendo que a Holanda foi – de longe – o maior comprador de biodiesel alemão, com 230,4 mil toneladas importados.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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