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Participação do biodiesel no mercado alemão recua pelo 3º ano seguido

A fatia reservada às alternativas renováveis ao óleo diesel no mercado de combustíveis da Alemanha está caminhando para trás e ficou em 5,7% em 2016.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A fatia reservada às alternativas renováveis ao óleo diesel no mercado de combustíveis da Alemanha está caminhando para trás. Segundo dados divulgados esta semana pelo Escritório Federal de Assuntos Econômicos e Controle de Exportações (Bafa, na sigla original) ao longo do ano passado os renováveis representaram de 5,7% – recuo de 0,2% sobre o número de 2015.

A fatia reservada às alternativas renováveis ao óleo diesel no mercado de combustíveis da Alemanha está caminhando para trás. Segundo dados divulgados esta semana pelo Escritório Federal de Assuntos Econômicos e Controle de Exportações (Bafa, na sigla original) ao longo do ano passado os renováveis representaram de 5,7% – recuo de 0,2% sobre o número de 2015.

O mercado foi minguando ao longo de 2016. De pouco menos de 6,1% no primeiro trimestre, a participação dos biocombustíveis foi recuando de forma consistente até fechar o quatro trimestre em 5,1%. Essa variação é possível porque – ao contrário do Brasil onde há um percentual mínimo de biodiesel a ser adicional chova ou faça sol –, na Alemanha a conta depende da intensidade de carbono.

Isso quer dizer que quanto menos gás carbônico o biocombustível emitir por toneladas, menor o volume necessário para que as distribuidoras atinjam suas metas.

Volume

Isso não quer, necessariamente, dizer que os alemães estejam usando menos biocombustíveis. Em 2016, o consumo total de biodiesel, óleo vegetal hidrotratado (HVO) e de óleo vegetal puro chegou os 2,17 milhões de toneladas o que representa um crescimento de 0,8%. A queda na participação foi puxada pelo consumo de diesel que avançou 4,3% no mesmo período – de 36,7 para 38,3 milhões de toneladas.

Essa foi a terceira queda consecutiva. Em 2014, os biocombustíveis ensaiaram uma breve recuperação e totalizaram 6,5% do consumo alemão. Acontece que esse é o único ponto positivo numa trajetória que, de outra forma, seria descendente.

Em 2007, os renováveis chegaram a representar 14,3% do mercado total de diesel.



B100

O que explica esse derretimento espetacular é o virtual desaparecimento do mercado de biocombustíveis puros. Em 2007, os alemães chegaram a colocar no tanque a 1,9 milhão de toneladas de B100 e mais 837,5 mil toneladas de óleo vegetal puro – representando 9,4% da demanda geral.

Contudo, esse é um mercado que perdeu espaço rapidamente.



O consumo de óleo vegetal para fins automotivos até que não teve um ano ruim em 2016. Foram mais de 21 mil toneladas. É o melhor resultado em quatro anos e um salto de 13 vezes sobre o resultado de 2015.

Ainda assim, é um número desalentador em relação se comparado com o de 10 anos atrás.

Mistura

Sem o mercado de biocombustíveis puros, a Alemanha passou a depender quase que exclusivamente da mistura que tem conseguido se manter mais estável ao longo do tempo.

Mesmo assim, a tendência geral não parece das mais animadoras. Em 2012, foram vendidos perto de 2,35 milhões de toneladas de biodiesel misturado ao diesel fóssil, no ano passado a adição foi de menos que 2,15 milhões de toneladas.


Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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