“Nós temos algumas vantagens de usar biodiesel: para o meio ambiente, para a saúde, para a balança comercial, para o desenvolvimento regional e para a agregação de valor à agricultura familiar. Todas elas são ampliadas quando usamos mais biodiesel”, resume Leonardo Zilio, assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Ele vai participar do painel sobre uso autorizativo no 1º dia Conferência BiodieselBR 2015.
“Nós temos algumas vantagens de usar biodiesel: para o meio ambiente, para a saúde, para a balança comercial, para o desenvolvimento regional e para a agregação de valor à agricultura familiar. Todas elas são ampliadas quando usamos mais biodiesel”, resume Leonardo Zilio, assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Ele vai participar do painel sobre uso autorizativo no 1º dia Conferência BiodieselBR 2015.
O uso autorizativo é qualquer uso de biodiesel em proporções maiores do que a mistura de 7% que a lei determina. Há um bom tempo, as representações dos fabricantes vêm tentando fazer avançar propostas que facilitem esse tipo de uso. Essa seria uma forma de aumentar o mercado consumidor sem ter que enfrentar todo o desgaste de um novo aumento da obrigatoriedade. Agora o governo federal parece estar mais disposto a aquiescer ao pedido.
Zilio ressalta que o setor produtivo tem consciência de que não é um pedido banal. “Algumas circunstâncias de mercado têm que estar alinhadas” ressalta o economista. A primeira dela é que a decisão de usar ou não mais biodiesel tem que partir dos consumidores finais. “Isso significa que o biodiesel precisa estar disponível a preços competitivos”, complementa. São boas as chances de se atingir esse tipo de paridade ao menos durante o auge da safra de soja nos estados que mais concentram capacidade produtiva – caso do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.
“E mesmo que estejamos errados e esse mercado não exista de fato, consideramos que é importante que os compradores de diesel tenham a prerrogativa legal para que esse combustível possa ser usado. Ao menos essa é a nossa visão”, prossegue dizendo que sem isso todos perdem. As usinas que perdem chances de vender um pouco mais, os compradores que precisam pagar mais caro e o país que deixa de ganhar com as externalidades positivas do biodiesel. “Estamos perdendo uma oportunidade simplesmente por não termos essa prerrogativa legal”, avança.
Tamanho
Zilio diz que seria difícil estimar qual seria o tamanho potencial do mercado autorizativo se ele fosse aprovado. Primeiro porque o preço efetivo do biodiesel segue de perto os da soja que é uma commodity agrícola internacionalmente negociada. “É difícil delimitar em que épocas do ano seria viável porque temos que levar em conta não apenas o preço do óleo de soja que é impossível de prever, mas também o comportamento do câmbio. Seria uma relação dinâmica, mas seria o comprador, e não a gente ou o governo, quem tomaria a decisão”, pondera.
Mesmo questionado sobre mercados regionais que estariam propensos a usar mais biodiesel, Zilio evita projeções porque as situações dependeriam da economia local. “Depende muito do preço que o diesel chega em cada microrregião e município e também da proximidade das usinas. Por exemplo, Rondonópolis tem condições mercadológicas muito diferentes das de Sinop, só para ficar em duas cidades do Mato Grosso”, elabora.
Contudo, ele diz que já houve períodos onde o biodiesel seria mais vantajosos os para os consumidores. “Os atores teriam se beneficiado de uma mistura maior de biodiesel porque os preços estavam em patamares inferiores aos que a Petrobras estava pedindo pelo diesel fóssil”, finaliza.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
“Nós temos algumas vantagens de usar biodiesel: para o meio ambiente, para a saúde, para a balança comercial, para o desenvolvimento regional e para a agregação de valor à agricultura familiar. Todas elas são ampliadas quando usamos mais biodiesel”, resume Leonardo Zilio, assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Ele vai participar do painel sobre uso autorizativo no 1º dia Conferência BiodieselBR 2015.
O uso autorizativo é qualquer uso de biodiesel em proporções maiores do que a mistura de 7% que a lei determina. Há um bom tempo, as representações dos fabricantes vêm tentando fazer avançar propostas que facilitem esse tipo de uso. Essa seria uma forma de aumentar o mercado consumidor sem ter que enfrentar todo o desgaste de um novo aumento da obrigatoriedade. Agora o governo federal parece estar mais disposto a aquiescer ao pedido.
Zilio ressalta que o setor produtivo tem consciência de que não é um pedido banal. “Algumas circunstâncias de mercado têm que estar alinhadas” ressalta o economista. A primeira dela é que a decisão de usar ou não mais biodiesel tem que partir dos consumidores finais. “Isso significa que o biodiesel precisa estar disponível a preços competitivos”, complementa. São boas as chances de se atingir esse tipo de paridade ao menos durante o auge da safra de soja nos estados que mais concentram capacidade produtiva – caso do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.
“E mesmo que estejamos errados e esse mercado não exista de fato, consideramos que é importante que os compradores de diesel tenham a prerrogativa legal para que esse combustível possa ser usado. Ao menos essa é a nossa visão”, prossegue dizendo que sem isso todos perdem. As usinas que perdem chances de vender um pouco mais, os compradores que precisam pagar mais caro e o país que deixa de ganhar com as externalidades positivas do biodiesel. “Estamos perdendo uma oportunidade simplesmente por não termos essa prerrogativa legal”, avança.
Tamanho
Zilio diz que seria difícil estimar qual seria o tamanho potencial do mercado autorizativo se ele fosse aprovado. Primeiro porque o preço efetivo do biodiesel segue de perto os da soja que é uma commodity agrícola internacionalmente negociada. “É difícil delimitar em que épocas do ano seria viável porque temos que levar em conta não apenas o preço do óleo de soja que é impossível de prever, mas também o comportamento do câmbio. Seria uma relação dinâmica, mas seria o comprador, e não a gente ou o governo, quem tomaria a decisão”, pondera.
Mesmo questionado sobre mercados regionais que estariam propensos a usar mais biodiesel, Zilio evita projeções porque as situações dependeriam da economia local. “Depende muito do preço que o diesel chega em cada microrregião e município e também da proximidade das usinas. Por exemplo, Rondonópolis tem condições mercadológicas muito diferentes das de Sinop, só para ficar em duas cidades do Mato Grosso”, elabora.
Contudo, ele diz que já houve períodos onde o biodiesel seria mais vantajosos os para os consumidores. “Os atores teriam se beneficiado de uma mistura maior de biodiesel porque os preços estavam em patamares inferiores aos que a Petrobras estava pedindo pelo diesel fóssil”, finaliza.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com