Chile explora as possibilidades dos biocombustíveis no Brasil
O ministro de Energia do Chile, Marcelo Tokman, se reuniu, nesta segunda-feira, com autoridades do Brasil para conhecer a experiência deste país em biocombustíveis, campo no qual o governo da presidente Michelle Bachelet está "decicido a avançar".
Tokman explicou que, nesta segunda-feira, durante uma breve visita a Brasília, se reuniu com representantes dos Ministérios de Minas e Energia, de Agricultura, de Ciência e Tecnologia, e de Desenvolvimento Agrário, todos envolvidos no processo de elaboração de biocombustíveis.
- Estamos em uma etapa muito preliminar, explicou, ao comentar o avanço do Chile nos combustíveis alternativos ao petróleo, combustível do qual o Chile quer "romper a dependência a fim de garantir o abastecimento e custos menores.
Tokman disse que atualmente está em estudo no Chile uma norma que permita misturar à gasolina até 5% de etanol, uma taxa que poderia ser revisada mais adiante, em função dos resultados.
Indicou que, por hora, o Chile não pode adotar um percentual maior de etanol ou biodiesel já que os motores dos automóveis ainda não estão adaptados para isso.
Segundo Tokman, o Chile também pretende desenvolver seu próprio modelo de produção de biocombustíveis, inicialmente mais centrado no biodiesel, elaborado com oleaginosas e algas, do que no etanol de cana-de-açúcar que o Brasil produz.
A intenção do programa chileno é começar a mudar a matriz energética do país, que se vê obrigado a importar dois terços da energia qie consome e a depender, no caso do gás, da Argentina como único provedor.
Entre os planos do governo chileno também figura a entrada em operações, em 2009, de uma fábrica de regasificação de Gás Liquefeito Natural (GLN), que, segundo cálculos, poderá processar cerca de 18 milhões de metros cúbicos por dia.
Atualmente, o Chile recebe 22 milhões de metros cúbicos de gás natural desde a Argentina, mas os problemas energéticos sofridos por esse país reduziram os envios, inclusive até chegar a 500.000 metros cúbicos diários "em alguns momentos pontuais", disse Tokman.
A aposta chilena na diversificação energética também passa pelo desenvolvimento da energia eólica, hidroelétrica e até mesmo a nuclear. Sobre esta última alternativa, Tokman indicoi que há um projetos em curso no Congresso e que o governo criou uma comissão para analisar o assunto.
- Primeiro deve-se decidir se vai ser autorizada a produção de energia nuclear, atualmente proibida no Chile, e, no caso disso acontecer, também poderai ser aproveitada a experiência de Brasil.


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