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Programa Pró-Álcool brasileiro pode ser 'amargo demais' para EUA

Para repetir o sucesso do Pró-Álcool brasileiro nos Estados Unidos, o governo norte-americano seria obrigado a desempenhar um papel desagradável para o paladar político do país, afirma nesta segunda-feira o The Wall Street Journal.
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Para repetir o sucesso do Pró-Álcool brasileiro nos Estados Unidos, o governo norte-americano seria obrigado a desempenhar um papel desagradável para o paladar político do país, afirma nesta segunda-feira o The Wall Street Journal.

"A experiência do Brasil mostra que, para copiar o exemplo com sucesso, os Estados Unidos teriam de fazer escolhas que políticos driblaram no passado", diz a reportagem.

Entre os motivos citados como obstáculos para a repetição bem-sucedida do Pró-Álcool em terras norte-americanas estão os decretos que obrigaram os postos de gasolina a oferecer álcool e a criação dos subsídios e impostos que mantiveram o preço do combustível mais barato que a gasolina.

Outro detalhe importante, segundo o WSJ, foi o aumento na produtividade das fazendas de cana-de-açúcar, com o corte de subsídios na década de 1990.

"Um programa inspirado no Brasil significaria o fim do apoio federal para os plantadores norte-americanos de milho e cana", diz o jornal, afirmando ainda que seria necessário o fim do protecionismo a esses produtos.
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