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EUA adotam o álcool como alternativa à gasolina

O consumo de álcool etanol nos EUA crescerá 90% em seis anos. Isto é em conseqüência de uma lei energética do país que entrou em vigor em 2006 e obriga a venda de 2,78% do total de combustível consumido originados de fontes renováveis.
Valor Econômico e Portal Conpet 2 min de leitura
O consumo de álcool etanol nos EUA crescerá 90% em seis anos. Isto é em conseqüência de uma lei energética do país que entrou em vigor em 2006 e obriga a venda de 2,78% do total de combustível consumido originados de fontes renováveis. Este ano a previsão é de que consumo seja de mais de 15 bilhões de litros, volume que irá aumentar para mais de 28 bilhões de litros em 2012.

Em conjunto com as ações governamentais algumas montadoras, como Ford e GM, passaram a investir mais em marketing para a divulgação dos veículos flex. O reflexo foi visto nos lançamentos do Salão do Automóvel de Detroit. Ao passo que a venda dos tradicionais veículos da categoria utilitários (que gastam muito combustível) cai, a venda de carros menores e mais eficientes sobe.

De acordo com estimativa da Ford, há 5 milhões de carros bicombustíveis movidos a gasolina e álcool, mas cerca de 70% dos proprietários não sabem que podem usar o etanol. Este aspecto se deve à dificuldade em abastecer o veículo, uma vez que apenas 600 dos cerca de 180 mil postos no país vendem o combustível.

Contudo, o Brasil, que figura como o maior produtor e exportador do combustível no mundo, poderá não aproveitar esse novo mercado em expansão para aumentar as vendas. Os subsídios e a proteção aos produtores do país norte-americano podem inviabilizar a exportação do produto brasileiro mesmo sendo 40% mais barato que o produzido nos EUA. Entre 1995 e 2003, os produtores de milho americanos receberam subsídios de US$ 37,4 bilhões.

Para o presidente da Coalizão para Veículos Movidos a Etanol nos EUA, Philip Lambert, o Brasil perderá a posição de maior produtor e exportador do mundo. A capacidade instalada dos EUA é de 100 usinas e outras 30 estão sendo construídas. Com isso, os EUA podem alcançar o Brasil no volume produzido em 2006, cerca de 16 bilhões de litros.

Lambert afirma que o maior desafio contudo é aumentar a rede de distribuição do combustível, uma vez que as empresas de distribuição consideram que seu principal negócio é o petróleo e não a venda combustível ao consumidor.
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