Aproveitando o resíduo obtido do processo de produção de
açúcar e etanol o vinhoto de cana-de-açúcar pode ser usado para a produção de biodiesel com
microalgas
O uso do vinhoto de cana-de-açúcar para a produção de biodiesel com microalgas, aproveitando o resíduo obtido do processo de produção de açúcar e etanol das usinas do setor sucroalcooleiro foi um dos principais temas discutidos, ontem, no 1° Seminário Microalgas - “Utilização de microalgas para produção de biocombustíveis, sequestro de carbono e tratamento de efluentes” promovido pelo Instituto Ekos Brasil, ONG que desenvolve projetos destinados a preservar a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável.
Segundo o engenheiro agrônomo Sérgio Goldemberg, gerente técnico da Algae Biotecnologia, empresa pioneira no desenvolvimento tecnológico de sistemas de cultivo de microalgas no Brasil, o objetivo do seminário é demonstrar o potencial comercial dos biocombustíveis desenvolvidos por meio de microalgas, tecnologia que vem sendo desenvolvida com sucesso como alternativa para uma nova economia baseada em baixas emissões de carbono.
Goldemberg explicou que o cultivo de microalgas é feito, inicialmente, em reatores dentro de laboratório. Neles, as microalgas, alimentadas por nutrientes entre os quais o CO2 é considerado principal, dobram de tamanho a cada dois dias. Elas geram uma grande quantidade de biomassa rica em óleo que pode ser extraída e transformada em biodiesel e bioquerosene para aviação.
Durante o estágio inicial, a biomassa bruta pode ser utilizada como substrato alternativo para biodigestores gerando biogás e biofertilizantes. “Além disso, a biomassa contém proteínas que podem ser utilizadas na alimentação animal ou para a extração de compostos de alto valor agregado”.
Sobre o setor sucroacooleiro, Goldemberg destacou que as pesquisas estão em fase inicial, mas que o processo pode ser integrado às usinas de açúcar, álcool e energia, como as instaladas no Noroeste paulista, com a utilização de subprodutos como mosto e vinhaça, permitindo a economia no uso de insumos fósseis para a produção de biodiesel de algas com o uso, inclusive, dos equipamentos da planta industrial.
Entre outras vantagens, a tecnologia de microalgas pode contribuir para a redução do volume de vinhaça que resulta da produção de açúcar e álcool. A vinhaça, atualmente, é aproveitada na adubação de canaviais próximos às usinas mas, em algumas regiões do Brasil, ameaça tornar-se um problema para os lençóis freáticos.
Leila Alencar de Souza, presidente executiva da Associação dos Produtores de Açúcar, Álcool e Energia (Biocana), com sede em Catanduva, participou do evento para atualizar-se sobre novas alternativas de produção de biocombustíveis renováveis, produção de energia com menores índices de emissão de CO2 e tratamento de efluentes. “Vamos estudar a possibilidade de um seminário semelhante na nossa região”.
A vinhaça também pode ser utilizada na produção de bioquerosene com o óleo extraído da biomassa de microalgas já que o processo é distinto da produção de biodiesel, mas a matéria prima utilizada (óleo das microalgas) é a mesma. Também é aplicável à aquicultura, usando a biomassa de algas como complemento em raçoes de peixe e também em saneamento básico com o cultivo de microalgas integrado às Estações de Tratamento de Efluentes, considerada uma solução de baixo custo para fornecimento de nutrientes às microalgas e também de despoluição do efluente.
Fonte: Diário da Região
O uso do vinhoto de cana-de-açúcar para a produção de biodiesel com microalgas, aproveitando o resíduo obtido do processo de produção de açúcar e etanol das usinas do setor sucroalcooleiro foi um dos principais temas discutidos, ontem, no 1° Seminário Microalgas - “Utilização de microalgas para produção de biocombustíveis, sequestro de carbono e tratamento de efluentes” promovido pelo Instituto Ekos Brasil, ONG que desenvolve projetos destinados a preservar a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável.
Segundo o engenheiro agrônomo Sérgio Goldemberg, gerente técnico da Algae Biotecnologia, empresa pioneira no desenvolvimento tecnológico de sistemas de cultivo de microalgas no Brasil, o objetivo do seminário é demonstrar o potencial comercial dos biocombustíveis desenvolvidos por meio de microalgas, tecnologia que vem sendo desenvolvida com sucesso como alternativa para uma nova economia baseada em baixas emissões de carbono.
Goldemberg explicou que o cultivo de microalgas é feito, inicialmente, em reatores dentro de laboratório. Neles, as microalgas, alimentadas por nutrientes entre os quais o CO2 é considerado principal, dobram de tamanho a cada dois dias. Elas geram uma grande quantidade de biomassa rica em óleo que pode ser extraída e transformada em biodiesel e bioquerosene para aviação.
Durante o estágio inicial, a biomassa bruta pode ser utilizada como substrato alternativo para biodigestores gerando biogás e biofertilizantes. “Além disso, a biomassa contém proteínas que podem ser utilizadas na alimentação animal ou para a extração de compostos de alto valor agregado”.
Sobre o setor sucroacooleiro, Goldemberg destacou que as pesquisas estão em fase inicial, mas que o processo pode ser integrado às usinas de açúcar, álcool e energia, como as instaladas no Noroeste paulista, com a utilização de subprodutos como mosto e vinhaça, permitindo a economia no uso de insumos fósseis para a produção de biodiesel de algas com o uso, inclusive, dos equipamentos da planta industrial.
Entre outras vantagens, a tecnologia de microalgas pode contribuir para a redução do volume de vinhaça que resulta da produção de açúcar e álcool. A vinhaça, atualmente, é aproveitada na adubação de canaviais próximos às usinas mas, em algumas regiões do Brasil, ameaça tornar-se um problema para os lençóis freáticos.
Leila Alencar de Souza, presidente executiva da Associação dos Produtores de Açúcar, Álcool e Energia (Biocana), com sede em Catanduva, participou do evento para atualizar-se sobre novas alternativas de produção de biocombustíveis renováveis, produção de energia com menores índices de emissão de CO2 e tratamento de efluentes. “Vamos estudar a possibilidade de um seminário semelhante na nossa região”.
A vinhaça também pode ser utilizada na produção de bioquerosene com o óleo extraído da biomassa de microalgas já que o processo é distinto da produção de biodiesel, mas a matéria prima utilizada (óleo das microalgas) é a mesma. Também é aplicável à aquicultura, usando a biomassa de algas como complemento em raçoes de peixe e também em saneamento básico com o cultivo de microalgas integrado às Estações de Tratamento de Efluentes, considerada uma solução de baixo custo para fornecimento de nutrientes às microalgas e também de despoluição do efluente.
Fonte: Diário da Região
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