Usina de Rolândia produz desde 2004
A incursão da Petrobrás no ramo do biodiesel não é a primeira iniciativa do gênero no estado. A Biolix, uma usina instalada em Rolândia, no Norte Pioneiro, produz o combustível desde maio de 2004. Hoje, a unidade tem capacidade para processar 30 mil litros por dia e deve expandir para 100 mil litros por dia.
Na opinião do diretor da empresa, Antônio dos Reis Félix, a entrada da estatal pode expulsar do ramo parte dos produtores de pequeno porte. “Acho que há espaço para todo mundo, mas a Petrobrás tem uma força financeira muito grande e pode vender óleo abaixo do preço”, diz.
O empresário não concorreria diretamente com a Petrobrás caso ela já estivesse no mercado. Atualmente, a Biolix exporta a maior parte da produção. Compradores da Alemanha e Portugal pagam até 1,80 euro (R$ 6) por litro de biodiesel, com a vantagem de que as vendas para outros países são feitas sem o pagamento de impostos.
Em breve, porém, a Biolix pretende construir uma nova usina. O local ainda está sendo estudado. “Tenho um terreno em Campo Largo, que tem a vantagem de estar perto de Ponta Grossa, onde é mais fácil encontrar os grãos”, diz Félix. Mas o ideal, segundo ele, seria construir a unidade em Araucária, região metropolitana de Curitiba, perto das distribuidoras de combustíveis e da refinaria da Petrobras.
A Biolix também estuda projetos em Canoas, no Rio Grande do Sul, e em Ilhota, em Santa Catarina. “Estamos investindo porque acreditamos que o Brasil tem uma vantagem competitiva enorme com a tecnologia do biodiesel”, diz. “Os 2% de adição são pouca coisa perto do potencial do negócio.”


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