O governador Germano Rigotto anunciou, na terça-feira, a instalação de uma usina de produção de biodiesel pela empresa BSBios Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil, em Passo Fundo, com capacidade para 100 milhões de litros por ano.
Está previsto o investimento total de R$ 37,5 milhões, dos quais R$ 14 milhões serão financiados pela Caixa RS. A empresa, criada especialmente para a implantação da usina, passará a operar em 2007 e utilizará, inicialmente, a soja como matéria-prima. Mais tarde, há probabilidades de se recorrer a outras fontes de óleo, como girassol e canola.
Boa parte da matéria básica será adquirida da agricultura familiar. Serão gerados 110 empregos diretos pelo empreendimento, que já dispõe do licenciamento ambiental. Para o fornecimento de equipamentos à usina, está firmado um pré-contrato com a empresa Intecnial, de Erechim. "Teremos no Rio Grande do Sul, a partir desse investimento, a primeira indústria de porte para produção de biodiesel, que estará puxando outros empreendimentos do setor.
A unidade de Passo Fundo terá capacidade para absorver 8% da produção de soja gaúcha, o que significa, em um ano, 800 mil toneladas para uma produção estimada de 10 milhões de toneladas de grãos. E, além disso, poderão ser processados outros insumos, como mamona ou girassol. Trata-se de tecnologia de ponta", disse o governador.
Conforme o diretor-presidente da BSBios, Antônio Roso, o plano da empresa é produzir biodiesel para o mercado nacional e também para exportação. "Estamos desenvolvendo um projeto para o aproveitamento de canola em substituição à cultura de inverno, que é o trigo. Como a canola possibilita maior produtividade que a soja, pretendemos incrementar a cadeia de biodiesel e gerar uma renda maior aos agricultores da região", afirmou. Roso disse também que, em uma segunda etapa, o investimento poderá chegar a R$ 150 milhões.
Biodiesel mudará economia de Passo Fundo
O secretário municipal de Desenvolvimento de Passo Fundo, Marcos Cittolin, que participou do encontro em Porto Alegre, afirmou que o investimento transformará o quadro econômico de Passo Fundo. "Estamos falando da maior indústria de biodiesel da América Latina, isso é energia renovável, vamos agregar mais um valor à cadeia produtiva de oleoginosas da região e, assim, influenciar positivamente na economia", comentou. Cittolin explica que serão gerados 110 empregos diretos na planta, mas, por tratar-se de uma matriz produtiva, o número de empregos indiretos é quatro vezes maior. O secretário destacou que, como o biodiesel é um novo conceito, no início as pessoas mostraram-se céticas quanto ao projeto, mas, depois, passo a passo, o governo municipal foi provando a viabilidade dele. "A participação do governo estadual é mais um passo para o sucesso do projeto, essa adesão, através do Fundopem, é muito importante", finalizou.
Probiodiesel-RS
Por decreto do governador Germano Rigotto, assinado em 26 de novembro de 2003, o Rio Grande do Sul mantém o programa Probiodiesel-RS, criado antes do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. O projeto, desenvolvido pela Secretaria da Ciência e Tecnologia, estimula e apóia pesquisas sobre a fabricação de biocombustível e a implementação de unidades de produção. Além de ser uma importante alternativa ao diesel de petróleo, devido às vantagens ambientais e econômicas que apresenta, a produção de biocombustível ilustra a possibilidade de expansão para a fronteira agrícola do Rio Grande do Sul, viabilizando aumento da oferta de emprego e de renda. O Sul do Brasil consome 21% do total de óleo diesel utilizado no país. Isso equivale a 7,75 milhões de toneladas. No caso do biodiesel, o Rio Grande do Sul tem a seu favor o fato de ser o terceiro maior produtor nacional de oleaginosas.
Está previsto o investimento total de R$ 37,5 milhões, dos quais R$ 14 milhões serão financiados pela Caixa RS. A empresa, criada especialmente para a implantação da usina, passará a operar em 2007 e utilizará, inicialmente, a soja como matéria-prima. Mais tarde, há probabilidades de se recorrer a outras fontes de óleo, como girassol e canola.
Boa parte da matéria básica será adquirida da agricultura familiar. Serão gerados 110 empregos diretos pelo empreendimento, que já dispõe do licenciamento ambiental. Para o fornecimento de equipamentos à usina, está firmado um pré-contrato com a empresa Intecnial, de Erechim. "Teremos no Rio Grande do Sul, a partir desse investimento, a primeira indústria de porte para produção de biodiesel, que estará puxando outros empreendimentos do setor.
A unidade de Passo Fundo terá capacidade para absorver 8% da produção de soja gaúcha, o que significa, em um ano, 800 mil toneladas para uma produção estimada de 10 milhões de toneladas de grãos. E, além disso, poderão ser processados outros insumos, como mamona ou girassol. Trata-se de tecnologia de ponta", disse o governador.
Conforme o diretor-presidente da BSBios, Antônio Roso, o plano da empresa é produzir biodiesel para o mercado nacional e também para exportação. "Estamos desenvolvendo um projeto para o aproveitamento de canola em substituição à cultura de inverno, que é o trigo. Como a canola possibilita maior produtividade que a soja, pretendemos incrementar a cadeia de biodiesel e gerar uma renda maior aos agricultores da região", afirmou. Roso disse também que, em uma segunda etapa, o investimento poderá chegar a R$ 150 milhões.
Biodiesel mudará economia de Passo Fundo
O secretário municipal de Desenvolvimento de Passo Fundo, Marcos Cittolin, que participou do encontro em Porto Alegre, afirmou que o investimento transformará o quadro econômico de Passo Fundo. "Estamos falando da maior indústria de biodiesel da América Latina, isso é energia renovável, vamos agregar mais um valor à cadeia produtiva de oleoginosas da região e, assim, influenciar positivamente na economia", comentou. Cittolin explica que serão gerados 110 empregos diretos na planta, mas, por tratar-se de uma matriz produtiva, o número de empregos indiretos é quatro vezes maior. O secretário destacou que, como o biodiesel é um novo conceito, no início as pessoas mostraram-se céticas quanto ao projeto, mas, depois, passo a passo, o governo municipal foi provando a viabilidade dele. "A participação do governo estadual é mais um passo para o sucesso do projeto, essa adesão, através do Fundopem, é muito importante", finalizou.
Probiodiesel-RS
Por decreto do governador Germano Rigotto, assinado em 26 de novembro de 2003, o Rio Grande do Sul mantém o programa Probiodiesel-RS, criado antes do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. O projeto, desenvolvido pela Secretaria da Ciência e Tecnologia, estimula e apóia pesquisas sobre a fabricação de biocombustível e a implementação de unidades de produção. Além de ser uma importante alternativa ao diesel de petróleo, devido às vantagens ambientais e econômicas que apresenta, a produção de biocombustível ilustra a possibilidade de expansão para a fronteira agrícola do Rio Grande do Sul, viabilizando aumento da oferta de emprego e de renda. O Sul do Brasil consome 21% do total de óleo diesel utilizado no país. Isso equivale a 7,75 milhões de toneladas. No caso do biodiesel, o Rio Grande do Sul tem a seu favor o fato de ser o terceiro maior produtor nacional de oleaginosas.