Estudo feito por pesquisadores contratados pelo governo federal sugere que a produção de biodiesel exigirá pesados subsídios governamentais para se tornar viável economicamente. O trabalho foi divulgado ontem pelo Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica da Presidência da República.
O biodiesel é um combustível em que óleos vegetais são misturados ao diesel produzido a partir do petróleo. Seu uso em ônibus, caminhões e outros veículos permitiria uma redução na emissão de poluentes sem prejudicar o desempenho dos motores. Já existem programas de estímulo à produção de biodiesel na União Européia e nos Estados Unidos.
Há uma semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida provisória que introduz o biodiesel na matriz energética do país e abre caminho para que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) regulamente a produção e a comercialização do combustível. Nos próximos dias, portarias que detalharão as regras desse mercado serão submetidas a consulta pública pelo governo.
O plano de Brasília é autorizar a mistura do óleo vegetal numa concentração de 2% inicialmente. Ninguém será obrigado a produzir biodiesel ou oferecê-lo nos postos de combustível. O governo vem discutindo a criação de vários mecanismos para estimular a produção de biodiesel, incluindo linhas de crédito subsidiadas e isenções de impostos.
O estudo apresentado pelo NAE analisa os custos envolvidos na produção de biodiesel a partir de soja, mamona e dendê. Segundo o trabalho, a soja apresenta os menores custos. Mesmo assim, os pesquisadores estimaram que seriam necessários pelo menos US$ 260 milhões em subsídios por ano para tornar viável a produção do biodiesel numa escala suficiente para atender as necessidades de óleo diesel do país.
Os subsídios seriam necessários por duas razões. Nas condições atuais, é mais caro produzir biodiesel do que o óleo extraído do petróleo. Além disso, produtores de soja, mamona e dendê podem faturar mais vendendo a produção para a indústria alimentícia do que vendendo o óleo para as refinarias que vão misturá-lo ao diesel feito de petróleo.
A secretária de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Silva Foster, que participou da divulgação do estudo do NAE, disse que os custos do programa poderão ser muito menores. Ela previu que em meados do próximo ano o produto já estará disponível em postos de vários Estados.
"Há muitas empresas entusiasmadas com o biodiesel e o interesse do mercado é que vai determinar o sucesso desse programa", disse ela. "Com os ganhos de escala que virão com o tempo e os benefícios que a iniciativa vai proporcionar, os custos do governo serão cada vez menores."
Há uma dúzia de ministérios trabalhando nesse programa. Além dos benefícios ambientais e do impulso que ele pode dar ao agronegócio, o governo acredita que ele ajudará assentamentos de trabalhadores rurais e pequenas propriedades familiares em regiões pobres do país a sair da penúria em que vivem hoje.
A dificuldade para tornar o biodiesel viável também existe em outros países. Segundo o estudo do NAE, o custo de produção do biodiesel nos Estados Unidos e na Europa pode ser até três vezes maior que o do diesel de petróleo. Sua produção tem sido incentivada com subsídios e tratamento tributário favorecido.
O biodiesel é um combustível em que óleos vegetais são misturados ao diesel produzido a partir do petróleo. Seu uso em ônibus, caminhões e outros veículos permitiria uma redução na emissão de poluentes sem prejudicar o desempenho dos motores. Já existem programas de estímulo à produção de biodiesel na União Européia e nos Estados Unidos.
Há uma semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida provisória que introduz o biodiesel na matriz energética do país e abre caminho para que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) regulamente a produção e a comercialização do combustível. Nos próximos dias, portarias que detalharão as regras desse mercado serão submetidas a consulta pública pelo governo.
O plano de Brasília é autorizar a mistura do óleo vegetal numa concentração de 2% inicialmente. Ninguém será obrigado a produzir biodiesel ou oferecê-lo nos postos de combustível. O governo vem discutindo a criação de vários mecanismos para estimular a produção de biodiesel, incluindo linhas de crédito subsidiadas e isenções de impostos.
O estudo apresentado pelo NAE analisa os custos envolvidos na produção de biodiesel a partir de soja, mamona e dendê. Segundo o trabalho, a soja apresenta os menores custos. Mesmo assim, os pesquisadores estimaram que seriam necessários pelo menos US$ 260 milhões em subsídios por ano para tornar viável a produção do biodiesel numa escala suficiente para atender as necessidades de óleo diesel do país.
Os subsídios seriam necessários por duas razões. Nas condições atuais, é mais caro produzir biodiesel do que o óleo extraído do petróleo. Além disso, produtores de soja, mamona e dendê podem faturar mais vendendo a produção para a indústria alimentícia do que vendendo o óleo para as refinarias que vão misturá-lo ao diesel feito de petróleo.
A secretária de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Silva Foster, que participou da divulgação do estudo do NAE, disse que os custos do programa poderão ser muito menores. Ela previu que em meados do próximo ano o produto já estará disponível em postos de vários Estados.
"Há muitas empresas entusiasmadas com o biodiesel e o interesse do mercado é que vai determinar o sucesso desse programa", disse ela. "Com os ganhos de escala que virão com o tempo e os benefícios que a iniciativa vai proporcionar, os custos do governo serão cada vez menores."
Há uma dúzia de ministérios trabalhando nesse programa. Além dos benefícios ambientais e do impulso que ele pode dar ao agronegócio, o governo acredita que ele ajudará assentamentos de trabalhadores rurais e pequenas propriedades familiares em regiões pobres do país a sair da penúria em que vivem hoje.
A dificuldade para tornar o biodiesel viável também existe em outros países. Segundo o estudo do NAE, o custo de produção do biodiesel nos Estados Unidos e na Europa pode ser até três vezes maior que o do diesel de petróleo. Sua produção tem sido incentivada com subsídios e tratamento tributário favorecido.