O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, defendeu nesta quarta-feira a criação de um órgão que centralize as ações do País em relação ao uso de combustíveis alternativos, como o BIODIESEL. A idéia foi apresentada durante o seminário "BIODIESEL: Combustível para Cidadania", promovido pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Casa, com o apoio da Bancada do Nordeste e da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti).
Aldo lembrou que a Petrobras já é sobrecarregada de atribuições e objetivos, e questionou se, diante da sua cultura de empresa ligada ao petróleo, a estatal poderia dedicar-se com a mesma determinação e a mesma competência ao novo combustível. Na opinião do presidente, o BIODIESEL é um caminho para garantir a independência energética do País e gerar emprego e renda.
Ariosto leu um manifesto em defesa da criação de uma secretaria especial de bioenergia vinculada à Presidência da República. Segundo o documento, assinado por 111 participantes do seminário, caberia a essa secretaria planejar, fomentar e estimular a produção, a comercialização e o uso racional da bioenergia com foco no desenvolvimento sustentável.
De acordo com Ariosto, a secretaria poderia institucionalizar e profissionalizar a produção e a comercialização dos biocombustíveis, o que inclui a possibilidade de geração de emprego e renda.
Rosado sugeriu a total desregulamentação da produção e da comercialização do BIODIESEL no semi-árido. Ele lembrou que analistas apontam a desregulamentação do setor alcooleiro como um dos fatores que contribuíram para o sucesso do Programa Nacional do Álcool (Proálcool).
O físico e engenheiro José Walter Bautista Vidal, um dos criadores do Proálcool, afirmou, durante o seminário, que a combinação de sol e água abundante no País transforma o Brasil na possível grande potência de energia renovável do planeta. "Ainda não nos demos conta de que somos uma nação privilegiada para ocupar um papel decisivo no futuro", avaliou.
Aldo lembrou que a Petrobras já é sobrecarregada de atribuições e objetivos, e questionou se, diante da sua cultura de empresa ligada ao petróleo, a estatal poderia dedicar-se com a mesma determinação e a mesma competência ao novo combustível. Na opinião do presidente, o BIODIESEL é um caminho para garantir a independência energética do País e gerar emprego e renda.
Secretaria especial
A idéia de centralizar as ações relativas ao BIODIESEL também foi defendida pelo relator do tema "BIODIESEL e Inclusão Social" no Conselho de Altos Estudos, deputado Ariosto Holanda (PSB-CE). "Hoje no País há ações importantes e isoladas, mas não aglutinadas, com um gestor comum", ressaltou.Ariosto leu um manifesto em defesa da criação de uma secretaria especial de bioenergia vinculada à Presidência da República. Segundo o documento, assinado por 111 participantes do seminário, caberia a essa secretaria planejar, fomentar e estimular a produção, a comercialização e o uso racional da bioenergia com foco no desenvolvimento sustentável.
De acordo com Ariosto, a secretaria poderia institucionalizar e profissionalizar a produção e a comercialização dos biocombustíveis, o que inclui a possibilidade de geração de emprego e renda.
Desregulamentação
O deputado Betinho Rosado (PFL-RN), que foi relator da Medida Provisória do BIODIESEL (MP 214/04) na Câmara, defendeu a venda direta do combustível pelos produtores do semi-árido ao consumidor final. Na visão do parlamentar, essa seria uma alavanca para que a atividade prosperasse.Rosado sugeriu a total desregulamentação da produção e da comercialização do BIODIESEL no semi-árido. Ele lembrou que analistas apontam a desregulamentação do setor alcooleiro como um dos fatores que contribuíram para o sucesso do Programa Nacional do Álcool (Proálcool).
O físico e engenheiro José Walter Bautista Vidal, um dos criadores do Proálcool, afirmou, durante o seminário, que a combinação de sol e água abundante no País transforma o Brasil na possível grande potência de energia renovável do planeta. "Ainda não nos demos conta de que somos uma nação privilegiada para ocupar um papel decisivo no futuro", avaliou.