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Prêmio Nobel defende mais combustíveis renováveis

O mundo precisa da expertise brasileira em combustíveis renováveis pois eles são a melhor resposta para três dos maiores problemas da humanidade nos próximos 50 anos, energia, água e alimentos.
Jornal Paraná - Fevereiro/2006 2 min de leitura
O mundo precisa da expertise brasileira em combustíveis renováveis pois eles são a melhor resposta para três dos maiores problemas da humanidade nos próximos 50 anos, energia, água e alimentos, e contribuem também na solução de outros como, meio ambiente, pobreza, doenças, educação, terrorismo e guerra.

Para Alan MacDiarmid, 78, Prêmio Nobel de Química pela descoberta e desenvolvimento dos polímeros condutores, os chamados metais sintéticos, ainda hoje, professor da Universidade de Pennsylvania, com mais de 600 trabalhos publicados, o álcool é um dos combustíveis mais promissores para armazenar hidrogênio e ser queimado nas células de combustível, que dentro de uns 15 anos vão tornar obsoletos os motores à explosão que movimentam veículos em todo o mundo.

Segundo MacDiarmid, há 20 anos, todos os relógios eram maravilhosas peças mecânicas de precisão que, de repente, foram substituídos pelos relógios eletrônicos. Hoje, os relógios mecânicos praticamente desapareceram. O químico neozelandês naturalizado norte-americano afirma que a mesma coisa vai acontecer com os motores à explosão. Eles serão substituídos por motores elétricos alimentados por células de combustível usando ar, álcool e biodiesel.

O Brasil, disse MacDiarmid, já mostrou ao mundo que os biocombustíveis são possíveis, que se pode ter fazendas de comida e fazendas de energia.

Agora, segundo ele, o país tem a responsabilidade de liderar e continuar líder no mundo da pesquisa e desenvolvimento de combustíveis renováveis. Ele citou duas áreas: a obtenção de álcool combustível da celulose de fontes como capim, madeira, sobras e bagaços destas e de outras culturas; e a economia do hidrogênio via células de combustível que poderão fazer com que o país, dentro de dois a três anos, deixe de ser líder e passe a ser um seguidor. Ele citou ainda que o milionário inglês Richard Branson, dono de várias companhias aéreas como a Virgin Airways, declarou que pretende converter toda a sua frota de uma centena de aviões para biocombustíveis e indicou: "Esta é uma grande oportunidade para o Brasil, a indústria bioaeronáutica".
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