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Pólo fará estudo que vai estimar consumo de biodiesel no Brasil

A idéia é avaliar as perspectivas para o biodiesel saber se elas se equiparam as do etanol, que já se consolidou no mercado brasileiro e começa a abrir fronteiras no mercado internacional.
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A idéia é avaliar as perspectivas para o biodiesel saber se elas se equiparam as do etanol, que já se consolidou no mercado brasileiro e começa a abrir fronteiras no mercado internacional. O Pólo Nacional de Biocombustíveis, sediado na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), firmou acordo para realizar estudos na área de biocombustíveis e atender a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), ligada ao Ministério de Minas e Energia. Segundo o coordenador do pólo, Weber Amaral, a EPE ––– que trabalha com as estatísticas para o balanço energético nacional –– requisitou neste momento um estudo com o objetivo de estimar o consumo de biodiesel para o segmento do agronegócio brasileiro. “O trabalho do pólo será o de montar a metodologia para que possamos obter esses dados”, explica Amaral.

Na última terça-feira, Amaral e a também coordenadora do Pólo, Thereza Christina Pippa Rochele, foram ao Rio de Janeiro se reunir com representantes da EPE para dar início ao projeto.

A idéia é avaliar as perspectivas para o biodiesel –– combustível feito a partir de oleaginosas, como girassol e soja –– saber se elas se equiparam as do etanol, que já se consolidou no mercado brasileiro e começa a abrir fronteiras no mercado internacional.

Segundo informações da Secex (Secretarias de Controle Externo nos Estados), até meados de 2002, as exportações brasileiras de álcool eram insignificantes, mas, com o crescimento da demanda por este biocombustível no mercado internacional, o volume exportado cresceu de 565 milhões de litros em 2003 para 2,1 bilhões de litros no período janeiro a novembro de 2005.

Outra boa oportunidade que se abre, e que também chega como um reconhecimento aos esforços feitos pelo pólo, é o contrato firmado com o governo do Maranhão. Conforme Weber, o trabalho ––– que é administrado pela Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz) ––– está voltado à análise de viabilidade e plano de negócios para criação de um setor de biocombustíveis naquele estado.

“Basicamente, vamos atestar a viabilidade para a produção de álcool, açúcar e biodiesel para o estado inteiro. Esse será um projeto, um plano ou um documento que nós vamos lançar com o governo estadual na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a fim de atrair investidores”, relata o coordenador do pólo.

Com a concretização do projeto, o Estado pretende, além de atrair investimentos para a implantação de agroindústrias sucroalcooleiras, apoiar a expansão das existentes, promover as exportações de etanol, difundir tecnologias adaptadas à região, e promover o desenvolvimento social na região.

“A concretização desses objetivos e produtos sinalizará fundamentalmente o potencial de desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar no Maranhão e também da viabilidade econômica e financeira da produção de açúcar e álcool no Estado e sua comercialização dentro do país e para o exterior. Justifica-se assim, a presente proposta para elaborar e monitorar a implantação de um Programa Estratégico para analisar o potencial de produção de etanol no Maranhão, e suas bases comparativas e competitivas em relação as outras regiões do Brasil”, explica Amaral.

Ele destaca também que é “muito importante mencionar que este projeto fornecerá a base fundamental para o lançamento do Programa Estratégico em Biocombustíveis para o Estado do Maranhão, com ênfase principal na produção, distribuição e comercialização de etanol, e em menor escala em biodiesel.

Fonte: Jornal de Piracicaba
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