Pesquisas sobre a produção de óleos vegetais ganham força no Brasil, a cada dia, no aperfeiçoamento do Biodiesel como opção mais ecológica de combustível de origem vegetal. O Iapar tem realizado pesquisas sobre diversas espécies de plantas oleaginosas, visando identificar as cultivares com maior índice de produção de óleo e melhor aproveitamento de resíduos.
A busca por um novo tipo de combustível de fonte renovável, não poluente e econômico tem levado produtores a investir no plantio de oleaginosas mais eficazes na obtenção do Biodiesel. O Iapar está apresentando algumas espécies adaptadas ao cultivo no Paraná e com grande potencial para extração de óleos. Nesta edição do Show Rural, os pesquisadores orientam produtores e técnicos sobre as melhores opções, de acordo com cada tipo de sistema de produção e condições de manejo.
"Não podemos confundir a extração de óleo vegetal com a produção do biodiesel. O processo de obtenção do biocombustivel é mais complexo. Ainda não há recomendação técnica oficial para a utilização do óleo in natura em motores, sobretudo em tratores", esclarece Nelson Fonseca.
Outro fator relevante na escolha das oleaginosas é o seu aproveitamento. Espécies como o girassol, por exemplo, têm 100% de aproveitamento. "Do girassol podemos utilizar tudo. Além de produzir um óleo de excelente qualidade, a "torta", resíduo da extração, pode ser utilizada na alimentação animal", detalha Juarez Cassiano. "A mamona produz um óleo nobre, utilizado até na lubrificação de motores de foguetes aeroespaciais, mas os resíduos não podem ser utilizados na alimentação animal por conter toxinas", ressalta.
Uma característica interessante, além da sua rusticidade, chama a atenção para o cártamo. É uma planta originária dos desertos mexicanos, que além de ser resistente à adversidades climáticas, especialmente a estiagens, possui espinhos em toda sua estrutura, afastando os pássaros que, efetivamente, causam prejuízos, em outras culturas, comendo as sementes. O cártamo é tão produtivo quanto o girassol.
Uma parceria entre o Iapar, a Unioeste e a Faculdade Assis Gurgacz (FAG), permite estudos sobre a utilização do Biodiesel no campo. O professor da Disciplina de Máquinas e Mecanização Agrícola, da FAG, Suêdemio de Lima Silva, explica que análise de motores, realizada nas bancadas da faculdade, revela que não há perdas de potência, utilizando o B5 (biodiesel a 5%), única proporção permitida e garantida pelas montadoras. Os melhores resultados foram alcançados em ensaios com B20. "Além desses resultados positivos com a potência dos motores, constatamos redução de cerca de 30% da emissão de gases poluentes", comemora Suêdemio. "As próximas análises serão sobre o desgaste e emissão de gases, mais detalhada", finaliza.
As espécies analisadas pelo Iapar - como girassol, cártamo, mamona, amendoim, nabo forrageiro, algodão e soja - estão na vitrine da área do instituto, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).
A busca por um novo tipo de combustível de fonte renovável, não poluente e econômico tem levado produtores a investir no plantio de oleaginosas mais eficazes na obtenção do Biodiesel. O Iapar está apresentando algumas espécies adaptadas ao cultivo no Paraná e com grande potencial para extração de óleos. Nesta edição do Show Rural, os pesquisadores orientam produtores e técnicos sobre as melhores opções, de acordo com cada tipo de sistema de produção e condições de manejo.
"Não podemos confundir a extração de óleo vegetal com a produção do biodiesel. O processo de obtenção do biocombustivel é mais complexo. Ainda não há recomendação técnica oficial para a utilização do óleo in natura em motores, sobretudo em tratores", esclarece Nelson Fonseca.
Outro fator relevante na escolha das oleaginosas é o seu aproveitamento. Espécies como o girassol, por exemplo, têm 100% de aproveitamento. "Do girassol podemos utilizar tudo. Além de produzir um óleo de excelente qualidade, a "torta", resíduo da extração, pode ser utilizada na alimentação animal", detalha Juarez Cassiano. "A mamona produz um óleo nobre, utilizado até na lubrificação de motores de foguetes aeroespaciais, mas os resíduos não podem ser utilizados na alimentação animal por conter toxinas", ressalta.
Uma característica interessante, além da sua rusticidade, chama a atenção para o cártamo. É uma planta originária dos desertos mexicanos, que além de ser resistente à adversidades climáticas, especialmente a estiagens, possui espinhos em toda sua estrutura, afastando os pássaros que, efetivamente, causam prejuízos, em outras culturas, comendo as sementes. O cártamo é tão produtivo quanto o girassol.
Uma parceria entre o Iapar, a Unioeste e a Faculdade Assis Gurgacz (FAG), permite estudos sobre a utilização do Biodiesel no campo. O professor da Disciplina de Máquinas e Mecanização Agrícola, da FAG, Suêdemio de Lima Silva, explica que análise de motores, realizada nas bancadas da faculdade, revela que não há perdas de potência, utilizando o B5 (biodiesel a 5%), única proporção permitida e garantida pelas montadoras. Os melhores resultados foram alcançados em ensaios com B20. "Além desses resultados positivos com a potência dos motores, constatamos redução de cerca de 30% da emissão de gases poluentes", comemora Suêdemio. "As próximas análises serão sobre o desgaste e emissão de gases, mais detalhada", finaliza.
As espécies analisadas pelo Iapar - como girassol, cártamo, mamona, amendoim, nabo forrageiro, algodão e soja - estão na vitrine da área do instituto, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).